Coordenador afirma que medida é ilegal
A iniciativa é inconstitucional, sustenta o delegado do PMDB, coordenador da campanha de Wanderley Inácio, o Mãe Preta, um dos cinco candidatos à sucessão do prefeito Milton de Lima Filho.
Mãe Preta, que foi prefeito de 1989 a 1992, recorreu ao TRE contra pedido de impugnação de sua candidatura, proposto justamente pelo promotor Dias e acatado pelo juiz Calvino Campos, da 16ª Zona Eleitoral. Com uma administração marcada por acusações de desvio do dinheiro público, Mãe Preta teve as contas de 1989 rejeitadas pela Câmara e pelo Tribunal de Contas de Minas. Na interpretação do promotor, está inelegível. O TRE deve julgar o caso nesta semana.
Enquanto isso, a troca de favores continua intensa na cidade, embora a Lei 9.840/99 proíba o candidato de doar, oferecer, prometer ou entregar ao eleitor, com o fim de obter-lhe o voto, bem ou vantagem pessoal de qualquer natureza. A pena para esse tipo de crime eleitoral vai de multa à cassação do registro da candidatura ou até mesmo do diploma, em caso de eleição.
Durante quatro anos cometi esse crime de dar cesta básica, mas agora parei, diz o vereador Paulo César Costa Marques (PFL), o PC, líder do governo na Câmara e candidato à reeleição. Ganhei mil melancias da Ceasa de Uberlândia e, se não puder distribuir, vou deixar tudo apodrecendo na porta do Fórum, onde fica o promotor Valdir Dias.
Acusado de comprar votos por R$ 30,00, o PC mineiro afirma que sua diferença com PC Farias - o homem que atuou como tesoureiro do ex-presidente Fernando Collor e foi assassinado em 1996 - é só no cabelo e no saldo da conta bancária. E jura ser vítima de armação política montada por adversários. Um dia depois da eleição podem deixar a cadeia pública aberta para mim, porque continuarei ajudando as pessoas, provoca.
A denúncia contra PC foi feita antes mesmo de o promotor instituir o prêmio para denúncias referentes a crime eleitoral. PC afirma que tudo é calúnia. (V.R.)





