Curitiba - A coordenação da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Paraná não desistiu de conseguir apoio dos principais candidatos ao governo do Estado: Roberto Requião, da Coligação Paraná Forte (PMDB-PSDB-PSC) e Osmar Dias, da Coligação Paraná de Verdade (PDT-PP-PTB). Os dois candidatos foram abordados pelo coordenador da campanha de Lula no Paraná, Jorge Samek. Esta semana, eles foram procurados também pelo vice-presidente da República, José Alencar candidato à reeleição. Alencar esteve em Curitiba por dois dias onde fez contatos com políticos e empresários.
Em entrevista à imprensa, Alencar não parecia estar preocupado com os apoios dos demais candidatos. Admitiu que tem um candidato no Paraná, o senador Flávio Arns, da Coligação Paraná Unido (PT-PHS-PL-PAN-PRB-PCdoB). Mas não nega que espere o apoio também do candidato à reeleição, Roberto Requião. ''Não tenho dúvida que ele (Requião) estará conosco por razões óbvias. Ele vota no Brasil. Ele vai anunciar no tempo certo o seu apoio a Lula. Ele sabe que o caminho dele estará sempre do nosso lado'', afirmou Alencar. O vice-presidente negou, no entanto, que tenha pedido apoio formal na reunião com Requião. ''Ele é meu amigo. Falamos sobre outros temas''.
Alencar contou ainda que ligou para o senador Osmar Dias, por quem ele teria muito apreço. ''Ele é um bom homem público, é meu amigo. Estamos fazendo contatos. Confesso que se eu transferisse meu título de eleitor para o Paraná, teria dificuldades em votar'', revelou. Alencar disse que a campanha está apenas no início e que muitos desdobramentos ainda podem ocorrer. Ele voltou a falar sobre os gastos de campanha e o financiamento público, e defendeu a urgente reforma política.
O candidato à reeleição, minimizou as brigas políticas entre o governo federal e o estado de São Paulo por conta dos ataques da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). Ele mesmo se disponibilizou a servir como um negociador, dando força de inteligência (Polícia Federal) ou de repressão (Exército). ''É só nos pedirem. Estamos dispostos a oferecer desde o nosso sistema de inteligência até o repressor, com o Exército, que tende sempre a desencorajar o crime.''

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