Cooprelon tem até dia 1o para dar explicações
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terça-feira, 26 de março de 2013
Edson Ferreira <br>Reportagem Local 
A Cooperativa Regional de Coleta Seletiva e Reciclagem da Região Metropolitana de Londrina (Cooprelon) tem até as 17 horas da próxima segunda-feira para se manifestar sobre a notificação enviada pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU). Segundo apurou a reportagem, o órgão cobra explicações sobre supostas fraudes de notas fiscais. A cooperativa mantém contrato de R$ 1,2 milhão com o município para recolher material reciclável em 77 mil domicílios da cidade.
O diretor de Operações da CMTU, Gilmar Domingues, afirmou que se a Cooprelon não conseguir dar as explicações requisitadas, o contrato poderá ser rescindido. ''Durante auditoria encontramos algumas distorções.'' Há cerca de um mês, a FOLHA mostrou que a CMTU já apurava potenciais irregularidades como a discrepância entre os salários de diretores da cooperativa e dos demais cooperados, que executam atividades-fins, como coleta e reciclagem.
Ontem, porém, Domingues evitou dar mais detalhes. Perguntado sobre as informações cobradas da cooperativa, ele disse apenas que ''foram elencados alguns itens''.
O Ministério Público (MP) do Paraná também investiga supostas irregularidades da cooperativa, desde 2011. Um dos focos é o fato de dirigentes não serem catadores de baixa renda. A lei federal 11.445/2007 (Lei Nacional do Saneamento Básico) permite que somente cooperativas formadas exclusivamente por catadores de baixa renda podem firmar contrato com o poder público, sem licitação, para coletar lixo reciclável.
A reportagem tentou falar ontem com o presidente da Cooprelon, Maurício Montezini, mas ele não atendeu as ligações.


