A Coocepeve não aceitou a proposta feita pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) de Londrina para recolher o lixo reciclado nos 55 mil domicílios da cidade que ainda não são beneficiados pela coleta seletiva. De qualquer forma, o contrato entre a cooperativa e a CMTU para triagem e venda do material reciclado deve ser assinado amanhã.
''Hoje (ontem) tivemos uma reunião com a Coocepeve onde eles nos colocaram que não teriam condições de atender todos os serviços de coleta, então a ideia é que eles recebam os materiais e o município, de forma terceirizada, faça a coleta e distribua para os barracões'', afirmou o presidente da CMTU, André Nadai.
Segundo o presidente da companhia, o contrato está sendo analisado e redigido pela assessoria jurídica da CMTU. O problema agora é a contratação da empresa Ecosystem, que venceu a concorrência para a coleta de lixo nos 55 mil domicílios, com o valor de R$ 43 mil, mas foi impedida liminarmente de ser contratada pela CMTU porque tem débitos trabalhistas. ''Agora vamos buscar uma solução jurídica para a contratação da Ecosystem. Se por acaso não houver entendimento, vamos buscar outra alternativa, que pode ser a contratação emergencial'', explicou.
A presidente da Coocepeve, Sandra Araújo, alegou que espera que até amanhã tudo esteja certo para a assinatura do contrato. ''Temos que começar logo porque muitos catadores estão sem trabalho. O contrato não foi assinado hoje (ontem) porque colocamos cláusulas para nos defender'', explicou. Uma delas diz respeito ao rejeito do lixo - material que não pode ser vendido como reciclado. ''Queremos que eles se responsabilizem por pegar esse lixo nos barracões e dar a destinação no máximo em 72 horas, após o recebimento do material'', finalizou.

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