Coocepeve tenta impugnar edital do lixo
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sábado, 25 de fevereiro de 2012
Paula Barbosa Ocanha <br> Reportagem Local 
O imbróglio entre a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) de Londrina e a Coocepeve ainda não acabou, apesar da companhia ter anunciado na quinta-feira que não iria suspender o edital para contratação de uma empresa de coleta de materiais recicláveis, como pedido pela cooperativa no último dia 17. Mesmo esperando a resposta da CMTU, a Coocepeve entrou oficialmente com um pedido de impugnação do edital na quarta-feira. A Coocepeve alega, entre outros motivos, que a negociação com a companhia para a própria cooperativa assumir os serviços já estava em curso. A resposta sobre a impugnação deve ser dada antes da abertura dos envelopes, marcada para a próxima segunda-feira. À FOLHA, o presidente da companhia, André Nadai, não quis comentar o assunto.
Apesar de resolver manter o edital, no valor de R$ 93 mil, a CMTU anunciou em nota enviada à imprensa na quinta-feira que ainda teria interesse em contratar a Coocepeve para ''triagem e destinação final'' do material. A presidente da Coocepeve, Sandra Araújo, afirmou ontem que a ideia da CMTU de contratar a cooperativa apenas para triagem é ''interessante para os recicladores'', mas há problemas. Segundo ela, no edital da licitação a CMTU especifica que a empresa deve ter caminhões compactadores. ''Não queremos trabalhar com o material compactado, porque quando o lixo é compactado ele fica todo comprometido, um recipiente suja o outro e tudo o que não conseguimos vender vai para o rejeito e ganhamos menos dessa forma'', explicou.
Segundo ela, a solução seria a empresa recolher o lixo com um caminhão baú e não compactador. ''Eu sempre defendi que a prefeitura fizesse o trabalho dela, que é recolher o lixo na rua e levar para os barracões das cooperativas para que o material fosse separado e vendido. Para a gente é melhor ficar só no barracão. Mas não podemos receber o lixo de forma compactada. Assim não tem condição e por isso pedimos a impugnação, pela forma que receberíamos o material e porque já tinha uma negociação em curso.''


