A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) de Londrina deve responder dentro de uma semana se vai suspender a licitação da coleta do lixo reciclável, cujo edital foi publicado na última segunda-feira no valor de R$ 93 mil, para que a Coocepeve consiga reunir os documentos necessários para ser contratada.
A cooperativa tinha sido descartada pela CMTU porque não teria manifestado ''interesse na contratação'' e porque não teria ''os documentos necessários'', segundo o presidente da companhia, André Nadai. Mas numa reunião entre representantes da Coocepeve e da CMTU, feita na Câmara de Vereadores na tarde de ontem, mediada por Sandra Graça (PP) e Tito Valle (PMDB), acabou surgindo a sugestão para suspender a licitação, o que na prática aumentaria o prazo para a Coocepeve conseguir o contrato direto com a administração.
A presidente da cooperativa, Sandra Araújo, disse que ''o resultado da reunião foi muito bom''. ''Foi melhor do que a gente esperava. Agora vamos ver se eles adiam a licitação e vamos entregar os documentos.'' A reunião, porém, feita no plenário da Câmara, foi tensa até que se chegasse a um acordo entre as partes.
O presidente da CMTU alegou que depende do parecer da assessoria jurídica da companhia para suspender ou adiar o edital. ''Nosso objetivo sempre foi contratar a Coocepeve, só que em dois anos eles nunca entregaram os documentos. Agora se comprometeram a entregar.''
A licitação, porém, pretende contratar uma empresa para atender 55 mil domicílios, e a Coocepeve pode atender apenas 37 mil. ''Serão cerca de 18 mil casas sem atendimento. Teremos que achar uma solução'', finalizou Nadai.

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