Brasília - Com gastos que beiram os R$ 100 milhões e plenários vazios, a convocação extraordinária do Congresso Nacional é a mais cara da história e que menos resultados práticos deve produzir. Das dez últimas convocações, cinco não foram bancadas pelos cofres públicos. No ano passado, a convocação saiu por R$ 65 milhões.
Assim, com o Congresso praticamente vazio e sob críticas por causa do custo devido só com pagamentos de salários para parlamentares e servidores, o presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), procurou defender o período extra de trabalho e colocou na pauta do primeiro dia de votação do plenário, 16 de janeiro, o projeto que acaba com pagamento de ajuda de custo aos parlamentares e a emenda constitucional que reduz o recesso parlamentar como uma resposta ao desgaste político da Casa. Depois de umas férias de dez dias em Alagoas, Aldo Rebelo voltou ontem à Câmara e justificou a convocação.
''Houve quem disse que aqueles que não queriam a convocação extraordinária queriam dar férias para a crise'', afirmou Rebelo, em uma referência indireta ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).
A convocação, que já está em seu vigésimo dia, não produziu resultados práticos até agora. No entanto, Aldo afirmou que o balanço dos trabalhos só deverá ser feito após o fim da convocação. Para Aldo, o julgamento dos parlamentares será feito nas urnas. ''Eu não sou professor de deputado nem de senador. Eu não vou dar nota. A nota vai ser dada para todos os que são candidatos, deputados, senadores, governadores. As notas serão dadas pelos eleitores'', afirmou.

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