Convocação extra vai custar R$ 9,5 milhões
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sábado, 12 de dezembro de 1998
Agência Folha 
O governo vai gastar R$ 9,5 milhões somente com o pagamento de salários extras para os 594 parlamentares na convocação extraordinária de janeiro. A prioridade da convocação é a votação de dois projetos: a recriação da CPMF e a votação do Orçamento para 1999, que deveria ser votado até a próxima terça-feira, segundo o regimento.
A mensagem do presidente Fernando Henrique Cardoso convocando o Congresso de 4 a 29 de janeiro de 1999 foi encaminhada ontem. A pauta inclui 35 propostas, sendo 7 medidas do pacote de ajuste fiscal. Mas o carro-chefe será a votação da CPMF e do Orçamento, disse o líder do governo no Senado, Elcio Alvares (PFL-ES).
Além dos dois salários extras da convocação, cada parlamentar receberá em dois meses de trabalho (dezembro e janeiro) R$ 28 mil. Esse valor se refere a salários de dezembro e janeiro (R$ 8.000 cada), metade do 13.o (R$ 4.000) e ajuda de custo de final do ano legislativo (R$ 8.000). Cada salário extra é equivalente a R$ 8.000. É uma questão regimental. Isso não é relevante, se comparado ao benefício que este Congresso trouxe ao Brasil, disse o líder do PSDB na Câmara, Aécio Neves (MG). Para ele, o PSDB está disposto a discutir mudanças no regimento para o excluir o pagamento.
Para minimizar os custos com a convocação, o líder do PSDB no Senado, Sérgio Machado (CE), compara essa despesa com o prejuízo causado pela falta de cobrança da CPMF. O governo deixa de arrecadar R$ 1,2 bilhão por mês com o atraso da aprovação da CPMF, afirmou.


