Convocação extra do Congresso custará R$ 19,5 mi
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sexta-feira, 30 de maio de 2003
Agência Folha 
Brasília - A convocação extraordinária da Câmara dos Deputados durante o recesso parlamentar de julho para votação das reformas da Previdência e tributária custará cerca de R$ 20 milhões aos cofres públicos. Só com os salários dos 513 deputados federais serão gastos R$ 19.576.080. O anúncio da convocação para o trabalho foi feito oficialmente ontem pelo presidente da Casa, João Paulo Cunha (PT-SP).
Cada deputado receberá dois salários a mais em julho, um no início da convocação e outro no final. Multiplicando-se o salário de R$ 12.720 por três, o resultado é um ganho de R$ 38.160 para cada congressista. João Paulo disse que não há diferença nesse valor se a convocação for feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou se houver autoconvocação. ''Não há nenhuma diferença e nenhum problema nisso. Tanto a autoconvocação, quanto a convocação pelo presidente pressupõe o pagamento dos adicionais aos senhores deputados'', afirmou.
O objetivo da convocação extraordinária é possibilitar o encerramento da discussão das reformas tributária e da Previdência na Casa e enviá-las para votação no plenário até o início de agosto. ''Eu estou otimista e a sociedade passou a incorporar esse otimismo. Todas as condições construídas são positivas para que a gente termine o trabalho na Câmara das duas reformas no mês de agosto'', afirmou Cunha.
Além de discutir as reformas, Cunha pretende realizar um seminário internacional em julho. Os temas serão política econômica, desenvolvimento e economia. No início de abril, o presidente da Câmara havia dito que o gasto com a convocação extraordinária sairia mais barato ao país do que um atraso na votação das reformas.


