O ex-secretário de Políticas Públicas de Emprego do Ministério do Trabalho Remígio Todeschini foi multado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em R$ 35 mil por irregularidades em convênio celebrado entre a pasta e a Fundação Estadual de Cidadania, do Paraná. Com valor de R$ 1,9 milhão, o convênio tinha como objetivo a cooperação técnica e financeira no âmbito do Programa Nacional de Estímulo ao Primeiro Emprego para Jovens. A fundação, com sede em Curitiba, está cadastrada no Tribunal de Contas (TC) do Estado como entidade sem fins lucrativos, porém com dados ''desatualizados''. A reportagem da FOLHA entrou em contato, mas ninguém na organização atendeu as ligações.
Todeschini também foi desabilitado pelo TCU para o exercício de cargo em comissão ou função de confiança no âmbito da administração pública federal por cinco anos. Duas empresas e outros 16 responsáveis terão de devolver os recursos repassados indevidamente. O ex-presidente da União Paranaense dos Estudantes (UPE) Bruno Vanhoni, sobrinho do deputado federal Ângelo Vanhoni (PT-PR), também foi condenado pelo TCU ao pagamento de multa no valor de R$ 3,9 mil. Segundo o acórdão, ele recebeu recursos da Fundação de Cidadania, no ano de 2005, por serviços não prestados. Bruno não foi localizado pela reportagem e a atual diretoria da UPE não deu retorno.
Entre os problemas detectados pelo TCU no convênio com a Fundação de Cidadania, estão, além de pagamentos irregulares, cheques sacados da conta-corrente do convênio sem que fosse comprovada sua destinação, aquisição de material didático com identificação partidária, concessão de bolsas a beneficiários desistentes dos cursos e ausência de comprovação da aplicação da contrapartida exigida pelo convênio no valor de R$ 197 mil. O ex-secretário Remígio Todeschini não foi localizado para comentar a decisão do TCU.

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