O calendário eleitoral entra em sua fase mais decisiva e as atenções do xadrez político se voltam para as convenções partidárias. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabelece o período de 20 de julho a 5 de agosto para que os partidos e federações deliberem formalmente sobre coligações e oficializem seus candidatos a presidente, governador, senador e deputados federais e estaduais visando as eleições de outubro.

No plano federal, as principais siglas estão utilizando o limite máximo do prazo legal para amarrar alianças regionais e acordos de palanque, fazendo com que a maioria das definições de datas e, principalmente, a escolha de vices permaneça guardada a sete chaves até os momentos finais de julho e início de agosto.

Historicamente e por estratégia de segurança jurídica, as federações e grandes blocos partidários tendem a agendar suas reuniões magnas para os finais de semana compreendidos no período legal, mas as negociações de vice-presidência tradicionalmente se arrastam até a véspera das respectivas atas.

No Paraná, a disputa pela sucessão estadual esquentou após as últimas rodadas de pesquisas, que apontam o senador Sergio Moro (PL) na liderança, seguido por Requião Filho (PDT), pelo ex-prefeito Rafael Greca (MDB) e pelo deputado federal Sandro Alex (PSD).

O desenho das convenções e as especulações sobre os possíveis nomes para vice-governador refletem a intensa divisão de forças no estado

Liderando as intenções de voto, Moro conta com forte aliança na ala bolsonarista. O Partido Liberal busca consolidar um vice que garanta capilaridade no interior do estado ou uma indicação puramente alinhada à direita conservadora para fechar uma chapa "puro-sangue".

Requião Filho é um nome consolidado no campo da esquerda e que conta com o apoio direto do presidente Lula na costura de palanques. Os cotados para vice de sua chapa giram em torno de nomes de partidos aliados da base governista nacional (como a Federação PT/PCdoB/PV), visando fortalecer a militância e o palanque de oposição ao atual grupo que comanda o Palácio Iguaçu.

O ex-prefeito de Curitiba, Greca movimentou o cenário estadual ao se posicionar como alternativa de centro. O MDB estuda alianças estratégicas e flerta com lideranças do agronegócio ou com nomes fortes da Região Metropolitana de Curitiba para compor a vaga de vice.

Representante do partido do atual governador Ratinho Junior, Sandro Alex foca sua pré-campanha em consolidar o voto do interior (sua base principal). Sendo o candidato governista, o desenho de seu vice passa diretamente pelo aval de Ratinho Jr., o que atrai o interesse de diversas legendas aliadas, como os Progressistas (PP) e o Republicanos.

As convenções dos partidos que abrigam esses candidatos estão sendo agendadas de forma fragmentada para garantir que nenhuma coligação importante seja perdida nas últimas horas da janela legal.

Eleições

O primeiro turno será realizado no dia 4 de outubro, quando serão eleitos deputados federais, estaduais, distritais, governadores, senadores e o presidente da República.

O segundo turno está marcado para o dia 25 de outubro e pode ocorrer na disputa para os cargos de governador e presidente. Os eleitores voltarão às urnas se nenhum dos candidatos obtiver mais de 50% dos votos válidos, excluindo brancos e nulos, no primeiro turno.

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