Convenções definem rumo da aliança PT-PMDB no PR
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quarta-feira, 17 de novembro de 2004
Rodrigo Sais<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Cada vez mais abalada, a aliança entre PMDB e PT no Paraná irá passar pelo seu teste definitivo no início de dezembro. Os dois partidos marcaram para a primeira quinzena do mês que vem convenções estaduais para decidir se continuam unidos ou não. O estopim para o divórcio que vem se anunciando desde o fim das eleições ou para uma reconciliação deve ser a convenção nacional do PMDB, marcada para o próximo dia 12.
Na convenção, o partido irá decidir se entrega os cargos que mantém no Governo Lula ou se permanece na base aliada do governo. Para o presidente estadual do PT, André Vargas, caso o PMDB decida deixar o governo federal, a aliança deve ser rompida também no Paraná. ''Nós sempre pensamos no PT em nível nacional. Se o PMDB deixar a base de apoio do Lula, é natural que esse rompimento ocorra em todas as instâncias'', argumentou Vargas. Segundo ele, o encontro estadual da sigla foi adiado para o dia 18 justamente para esperar o resultado da convenção nacional do PMDB.
Se depender do presidente estadual do PMDB, Dobrandino da Silva, o partido estará fora da base de apoio do Governo Lula. ''Defendo a independência do partido e a construção de um nome para disputar a presidência em 2006. Essa é a posição que pretendo levar a todos os participantes da convenção que faremos no dia 6 de dezembro'', afirmou. Dobrandino passou a defender o rompimento com o PT com mais afinco após as eleições de outubro. O PT não apoiou a candidatura de seu filho, Sâmis da Silva, à reeleição em Foz do Iguaçu.
Nos últimos dias, Vargas e os deputados estaduais Tadeu Veneri e Padre Paulo vêm trocando farpas com Requião, e membros do govenro como o chefe da Casa Civil Caíto Quintana e o assessor especial Benedito Pires. O deputado Natálio Stica, que é líder do governo na Assembléia, reconhece que a situação está difícil. ''Espero que o espírito natalino chegue logo e acalme os ânimos. Essa troca de acusações não facilita as coisas'', desabafou Stica.


