As convenções realizadas ontem confirmaram que as eleições para prefeito em Londrina serão disputadas por oito candidatos. Ontem foi o último dia permitido pela legislação eleitoral para a homologação de candidaturas ao pleito de outubro. Foram homologadas as candidaturas a prefeito de Nedson Micheleti (PT), Luiz Carlos Hauly (PSDB), Elza Correia (PMDB), Alex Canziani (PTB), Antonio Belinati (PSL), Naudemar Nascimento (PV), Félix Ribeiro (PMN), Homero Barbosa Neto (PDT).
A indicação do vice na chapa tucana criou polêmica. O PSB abriu mão da candidatura própria e o presidente do partido, Éder Pimenta, aceitou ser vice na chapa encabeçada por Luiz Carlos Hauly (PSDB). O PFL, que havia indicado três nomes para compor a chapa, desistiu do cargo e lançará apenas candidatos a vereador na aliança com o PSB. Éder Pimenta declarou ontem que somente no fim da tarde foi feito o convite para o cargo de vice.
Ele se disse satisfeito com a aliança e ponderou que sempre teve o sonho de ser prefeito. ''Talvez possa administrar a cidade um pouco mais cedo com a vice'', argumentou. O número de vereadores do PSB ainda não estava fechado porque era preciso ajustar os candidatos da coligação na proporcional formada pela sigla junto com o PFL, PSDC e PTdoB.
Hauly apontou que até ontem no início da tarde ''estava consciente de que o vice seria do PFL''. Ele acrescentou que ficou sabendo da mudança por sua assessoria. ''A mudança do nome foi no mesmo nível e a gente aceita com muito bom grado a vinda do partido'', anunciou. Segundo Hauly, o PSDB vai disputar com chapa pura na proporcional.
Mas os diretórios estadual e nacional do PSB reprovaram a decisão de Pimenta de abdicar da candidatura e prometem intervenção no municipal. ''O diretório local afrontou uma diretriz nacional do partido. Já entrei em contato com o diretório nacional e vamos intervir. E ainda me convidaram para assistir isso'', reclamou o presidente estadual do partido, Severino Araújo, que estava ontem em Londrina. Segundo Araújo, o diretório local recebeu as diretrizes do partido e lançou candidatura própria, portanto não poderia voltar atrás.
Ontem à noite, o vereador Beto Scaff declarou que ''se o PSB resolver sair da coligação, o PFL vai indicar o vice'' de Hauly. O vereador era um dos nomes que pleiteavam a vaga de vice do candidato tucano pelo PFL. Segundo Scaff, a soma de forças proporcionada pela coligação com o PSB foi mais importante que o cargo. ''Abrimos mão porque entendemos que tinha que fortalecer a aliança que vai levar o deputado Hauly à vitória'', argumentou. Ele salientou que Hauly não se envolveu nas negociações, finalizada com conversas entre as executivas estaduais do PSB e PFL.

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