Curitiba - Três convenções partidárias realizadas ontem no Paraná começaram a definir o cenário das eleições de outubro. No entanto, a mais esperada delas ficará por até mais 20 dias sem definição. A convenção estadual do Partido Democrático Trabalhista (PDT) começou ontem, mas foi suspensa e permanece em aberto até o dia 30. Já o Partido Socialismo e Liberdade (PSol) e o Partido Socialista Brasileiro (PSB) definiram suas candidaturas e apoios.
Segundo o senador Osmar Dias (PDT), pré-candidato ao governo do Estado, a única decisão tomada pelos 21 convencionados foi de aplicar as regras da Lei Ficha Limpa, ainda que não estejam valendo oficialmente, para aprovar os candidatos do partido. Sobre a indefinição da sua aliança, que poderia até mesmo fazê-lo desistir da candidatura a governador, ele disse que isso será discutido a partir das regras definidas na convenção nacional do PDT, amanhã, em São Paulo.
Osmar levará à executiva nacional três possibilidades de coligações: o convite do PSDB para integrar a chapa com Beto Richa na disputa pelo governo; uma aliança com o PT e o PMDB ou a coligação com partidos menores. O senador confirmou que recebeu uma ligação do ex-governador Roberto Requião propondo levar o seu nome à convenção estadual do PMDB como opção de candidato. ''Isso para mim não muda nada. Eu respeito a candidatura do (Orlando) Pessuti. Não chegamos nem mesmo a discutir alianças''. Osmar, entretanto, diz que ainda nem considera deixar de ser candidato a chefe do Executivo.
Na sua convenção estadual, o PSB oficializou o apoio a Beto Richa. Contudo, a aliança valerá apenas na disputa majoritária (governo do Estado e Senado Federal). Já na proporcional (Assembleia Legislativa e Câmara Federal), o partido irá concorrer sozinho com 50 candidatos a deputado estadual e 39 para deputado federal. Não foram sugeridos nomes para disputar como vice de Beto e o PSB informou que apoia o nome de Ricardo Barros (PP) como candidato da coligação ao Senado.
Osmar participou da convenção do primeiro dos grandes partidos que já anunciaram o apoio à sua candidatura. Ele ainda espera a oficialização do DEM, PPS, PP e aguarda resposta do convite da sua legenda, PSDB, ao PDT.
O presidente do diretório regional do PSB, Severino de Araújo, defendeu a decisão paranaense de não seguir a direção nacional, que já declarou apoio à candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff. Ele alega que a sigla no Paraná fez oposição a Requião e também é contra o governo Lula.

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