Convenção nacional do PT oficializa candidatura de Lula
Evento será realizado neste domingo (2), em São Paulo, e confirma atual presidente na corrida eleitoral com Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
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sábado, 01 de agosto de 2026
Evento será realizado neste domingo (2), em São Paulo, e confirma atual presidente na corrida eleitoral com Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema
Da Redação 

Brasília - O PT (Partido dos Trabalhadores) realiza na manhã deste domingo (2) a convenção nacional , em São Paulo, para oficializar a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a Presidência da República. O evento do PT será um dos momentos decisivos da reta final do calendário eleitoral, uma vez que todas as agremiações partidárias têm impreterivelmente até terça-feira (5) para oficializar suas candidaturas e coligações.
Durante o encontro, o PT homologará a candidatura de Lula à reeleição para o Palácio do Planalto, repetindo a dobradinha com Geraldo Alckmin (PSB) na vice-presidência. A aliança reúne a Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) e conta com apoios formais aprovados pelas convenções do PSB e do PDT, além de sustentação do PSOL e da Rede Sustentabilidade.
Em suas propostas de governo, Lula mira a justiça fiscal, os direitos trabalhistas, a segurança pública e a inclusão social. Entre as bandeiras de campanha destaca-se a ampliação da isenção do IR para quem ganha até R$ 5.000, unida à proposta de taxar os setores de maior renda. O fim da escala 6x1, em debate no Congresso, a manutenção da política de valorização do salário mínimo e a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Segurança que propõe um sistema nacional integrado de segurança pública para combater a criminalidade são outras frentes da campanha do petista.
O ato reunirá os cabeças da chapa, ministros de Estado, governadores, congressistas e dirigentes como Edinho Silva (PT), João Campos (PSB) e Carlos Lupi (PDT), tendo como eixos discursivos a defesa da democracia, os resultados econômicos do mandato e o desenvolvimento sustentável.
O PCdoB oficializou o apoio à candidatura de Lula na convenção nacional do partido na noite desta quinta-feira (30), de forma digital, com transmissão pela internet. Em manifesto sobre a decisão, o partido destacou a necessidade do país de ampliar a inclusão social, fortalecer a indústria e defender a democracia e sua soberania.
O Movimento Democrático Brasileiro (MDB) decidiu não lançar candidato à Presidência da República ou mesmo firmar coligações nacionais para as eleições deste ano. A decisão foi formalizada em convenção nacional realizada na segunda-feira (27).
O partido decidiu liberar seus diretórios estaduais para a formação de alianças no âmbito local. A ideia, segundo o partido, é focar na eleição de governadores e deputados estaduais, além de fortalecer a bancada no Congresso Nacional, com senadores e deputados federais.
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OUTROS CANDIDATOS
A janela de convenções iniciada em 20 de julho também já definiu as candidaturas de outras forças políticas relevantes que disputarão o Planalto.
O Partido Liberal (PL) realizou seu ato no domingo (25), em São Paulo, confirmando o senador Flávio Bolsonaro na disputa. Além de dar continuidade ao legado do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, Flávio defende redução drástica das despesas públicas e diminuição do tamanho do Estado na economia. Ele propõe ainda a diminuição de impostos e sinalizações de revisão ou pausa em pontos da reforma tributária vigente.
No domingo (26), o PSD oficializou em convenção a candidatura do governador Ronaldo Caiado em uma chapa pura com Gilberto Kassab de vice. A principal bandeira da campanha presidencial de Ronaldo Caiado é a segurança pública rígida, modelo que ele aplicou em sua gestão no estado de Goiás.
Na segunda-feira (27), o Partido Novo lançou a candidatura do ex-governador Romeu Zema à Presidência da República. Zema promete um governo com eficiência fiscal de sua gestão passada em Minas Gerais e em reformas econômicas liberais, como enxugamento da máquina pública e privatização de estatais.
Paralelamente, o recém-fundado Partido Missão (vinculado ao MBL) oficializou o nome de Renan Santos na corrida presidencial, tendo como vice o Coronel Medina. O foco da campanha de Santos será combate rigoroso ao crime organizado, a defesa de liberdades econômicas com foco na redução do tamanho do Estado e uma postura política que se opõe tanto a Lula quanto ao bolsonarismo.
O partido Unidade Popular (UP) formalizou no domingo (26) a candidatura à Presidência da República de Samara Martins. A chapa anunciada contará ainda com Raquel Bricio como candidata a vice-presidente. Entre as pautas defendidas pela candidata estão a reestatização de empresas privatizadas, a nacionalização de riquezas do país, o aumento do orçamento para questões sociais, além da realização de uma auditoria e da suspensão do pagamento da dívida pública do país.
O Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB) oficializou a candidatura de Leonardo Avalanche à Presidência durante convenção nacional do partido, na quarta-feira (29), em Goiânia. O partido não oficializou ainda o candidato a vice-presidente na chapa.
Avalanche é presidente nacional do partido. De Anápolis, Goiás, é analista de sistemas e bacharel em Direito. É a primeira vez que o PRTB lança candidato à Presidência da República desde 2014, quando lançou Levy Fidelix.
PALANQUES NOS ESTADOS
Assim como o PT, a maioria desses partidos adentra o limite final de 5 de agosto afinando palanques estaduais e negociando eventuais vagas de vice ou alianças de última hora. Entre as costuras regionais já consolidadas nesse período, destaca-se a decisão do PT do Rio de Janeiro de chancelar o apoio à candidatura de Eduardo Paes (PSD) ao governo fluminense, alinhando palanques locais com as peças do cenário nacional.
Já em São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) oficializa a candidatura à reeleição neste sábado (1º), durante a convenção estadual do Republicanos, no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. O evento deverá ter a presença do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL). Apesar disto, nos bastidores, a estratégia de Tarcísio é manter distância da disputa presidencial. Segundo informou a rádio CBN, a avalição é de que Tarcísio lidera com folga as pesquisas de intenção de voto ante o seu principal opositor o petista Fernando Haddad, ex-ministro da Fazenda de Lula, e que "desgastes enfrentados pela campanha de Flávio não podem contaminar" a corrida ao Palácio dos Bandeirantes. A candidatura de Haddad ao governo de São Paulo foi definida no último sábado (25).
No Paraná, Sergio Moro (PL) oficializa a candidatura neste sábado (1º), em Curitiba. Atual líder das pesquisas, Moro tem como principais concorrentes à cadeira no Palácio Iguaçu o deputado estadual Requião Filho (PDT) e o deputado federal Sandro Alex (PSD), que oficializou nesta sexta-feira (31) a entrada do ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca (MDB) como vice-governador em sua chapa (leia mais nesta edição).





