Convenção do PHS pode ser impugnada
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segunda-feira, 26 de maio de 2003
Giovana Kindlein<br> Reportagem Local 
O presidente da executiva estadual do PHS, Emerson Nerone, analisa até sexta-feira pedido de impugnação na convenção municipal do partido em Londrina, realizada em março. Liderados pelo vereador Rubens Canizares (PHS), a ala dissidente questiona a condução do processo eleitoral. ''Muitos filiados votantes não estavam em dia com o pagamento e não houve cobrança'', denunciou o vereador.
Por outro lado, a presidente eleita do diretório local do PHS, advogada Flávia Romagnoli, que deverá tomar posse no próximo domingo, criticou a postura de alguns integrantes da ala de Canizares, principalmente do ex-presidente da Fundação Municipal de Esportes (FME) Marcelo Paulino. Segundo Flávia, ele teria ferido o estatuto interno do PHS ao fazer campanha para o seu tio, o ex-deputado estadual Moysés Leônidas (PP). ''Exigimos fidelidade partidária com rigidez'', apontou Flávia.
Paulino, que já integrou o diretório estadual do PHS, assume o fato. ''Fiz campanha para meu tio (Moysés Leônidas) por uma questão de sangue. Além disso, revelou, ''me senti na obrigação porque ele trouxe R$ 380 mil em fomento para o esporte e a reforma do (ginásio) Moringão em Londrina''. Para Paulino, a eleição da nova executiva foi nula.''Foi realizada de maneira ilegal sob o aspecto da Justiça Eleitoral e do estatuto interno do partido.''
A nulidade da eleição está sendo analisada por Nerone. No próximo domingo, assume o presidente eleito no Estado, o vereador Walter Viana, de Maringá. ''Comuniquei o caso de Londrina aos novos integrantes e houve acordo para que a análise ficasse a meu cargo'', explicou o presidente da executiva, salientando que ''não quer o afastamento de Canizares do partido''. A saída do vereador poderá vir a ocorrer, caso não haja entendimento entre as duas alas.


