O ex-superintendente Osvaldo Moreira Neto e 12 funcionários da Administração de Cemitérios e Serviços Funerários de Londrina (Acesf) foram responsabilizados por suposta coação para contratação da tanatopraxia (serviço de conservação de cadáveres) no relatório elaborado pelo controlador-geral do Município, Mílson Miríaco Dias. O documento foi encaminhado para a Corregedoria do Município e para o Ministério Público (MP).
A Corregedoria vai analisar o documento e pode até abrir processo administrativo contra os envolvidos. Os funcionários da autarquia estão sujeitos a punições que variam de advertência à perda do cargo público. O MP pode responsabilizá-los criminalmente. ''Foi constatado através de depoimentos de vários usuários do serviço que a denúncia de coação era realmente procedente'', declarou Dias. A denúncia, no entanto, ainda não resultou em afastamento dos funcionários públicos, uma vez que o processo administrativo garante amplo direito de defesa aos servidores. A reportagem tentou contato com Osvaldo Moreira Neto para comentar o relatório final, mas ele não atendeu as ligações para o celular dele.
O resultado da apuração da denúncia de suposto pagamento indevido de horas extras para oito funcionários da Secretaria Municipal de Saúde também foi encaminhado por Mílson Dias para a Controladoria Municipal e o MP. Segundo ele, cerca de R$ 61 mil foram pagos indevidamente. ''Os funcionários já estão devolvendo os recursos'', afirmou. A fraude consistia no pagamento de horas extras sem a assinatura do ato administrativo necessário para a autorização. A denúncia partiu da própria Secretaria Municipal de Saúde e os lançamentos irregulares foram checados e confirmados pela Controladoria. Os envolvidos vão responder a processo administrativo disciplinar e estão sujeitos à exclusão do quadro de servidores públicos.

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