Controladoria nega denúncia do PFL
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segunda-feira, 22 de março de 2004
Agência Estado 
Brasília - O chefe da Controladoria-Geral da União (CGU), Waldir Pires, reagiu às acusações do PFL de que o programa de fiscalização dos municípios, por sorteio, tenha como objetivo perseguir as prefeituras do PFL da Bahia. ''Sabíamos, desde o início, que um programa criado para combater com firmeza a corrupção incomodaria, e muito, os gestores inidôneos e seus históricos protetores'', declarou Pires, em nota oficial, abrindo mais uma frente de disputa com a oposição.
Na nota, ele citou ''pressões subterrâneas'' contra o projeto, mas reforça os ataques ao partido na Bahia, ao acrescentar que está ''surpreso'' com o fato de a legenda fazer, abertamente, ''a defesa pública de administrações com indícios graves de irregularidade como os que têm sido encontrados em algumas prefeituras administradas pelo PFL, principalmente na Bahia''.
No comunicado, Pires assegura que é ''incontestável a isenção no processo de definição das áreas fiscalizadas'', diz que a proposta de fiscalização sofre pressões ''há muito tempo'' e explica que os sorteios dos município são públicos, com aviso antecipado. ''Não há como pretender enxergar perseguição ou apadrinhamento político num programa com tais características'', declarou, justificando que ''os números também confirmam isto''.
Segundo o ministro, do total de áreas sorteadas pelo programa, 16 estão na Bahia e destas, apenas seis são administradas pelo PFL, que governa 125 dos 417 municípios baianos. ''O que não se pode é querer culpar a CGU pelo fato de, nesses municípios, terem sido encontrados os indícios mais graves e espantosos de corrupção, a ponto de, frequentemente, chamar a atenção e o interesse da mídia nacional'', afirmou Pires, que é do PT da Bahia, ao avisar que ''o programa vai continuar, com a mesma firmeza de antes''.
Ao assegurar que, ''independentemente de quaisquer pressões ou intrigas dos que não querem o fim da corrupção'', Pires avisou ainda que o programa prosseguirá no dia 29, com o sorteio de mais 50 áreas de todos os Estados brasileiros. Pires informou também que, em 2003, ''a CGU atuou em 281 áreas municipais, fiscalizando recursos públicos federais da ordem de bilhões de reais, aplicados por gestores federais, estaduais e municipais no âmbito territorial de cada município sorteado''.


