O controlador geral do Município, Milson Dias, mudou ontem a versão apresentada na Câmara de Londrina, no dia anterior, e confirmou o que dissera à imprensa no mês passado: os erros na planilha da merenda fornecida à Prefeitura pela SP Alimentação representaram, de fato, dano aos cofres municipais de mais de R$ 680 mil. O caso foi parar no Ministério Público (MP) e também na Corregedoria Geral da Prefeitura, uma vez que são citados servidores municipais e o ex-secretário de Gestão Pública, o hoje vereador Jacks Dias (PT).
Convocado à sessão de terça passada, o controlador avaliara que o montante representaria ''distorções'' encontradas na planilha da merenda que é fornecida desde 2007 pela empresa. Indagado na ocasião se o valor teria sido efetivamente pago à empresa e se teria sido prejuízo ao erário, negou: afirmara que apenas pagamentos de FGTS e CPMF teriam sido feitos indevidamente.
Ontem, em nota à imprensa, o controlador se corrigiu: os valores apontados pela auditoria na planilha demonstraram ''claramente o prejuízo ao erário público''. Em entrevista à FOLHA, ontem, Dias explicou que o levantamento tomou por base planilha fornecida à administração pela SP e aceita sem que os valores tivessem sido adequados àqueles indicados por uma consultoria, que apontou, em abril de 2006, que a terceirização da merenda custaria R$ 9.318 milhões/ano. Nos demonstrativos com a diferença entre a planilha e o que deveria ter sido pago, foram apontados os valores de R$ 61.886, em 2006, R$ 332.959, em 2007, e R$ 286.289, no exercício de 2008.
''Realmente me equivoquei (na Câmara) quando me referi ao pagamento indevido - a empresa recebeu os R$ 681 mil, mas o problema é ter sido aceita, pela administração, uma planilha que não recebeu as adequações necessárias''.
Já o ex-secretário de Gestão minimizou o que chamou de ''eventuais prejuízos''. ''Não se sabe se esses valores pagos indevidamente foram corrigidos. E dependo de documentos que pedi à Gestão ainda para me manifestar'', disse.

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