Curitiba - Os deputados que integram a CPI que investiga o pedágio nas estradas paranaenses acreditam que a comissão será a primeira a apresentar um relatório de seus trabalhos. Segundo o presidente da CPI do Pedágio, André Vargas (PT), os primeiros resultados devem surgir no início de maio.
''Essa CPI tem um caráter mais técnico, com o objetivo de analisar os contratos para tentarmos abaixar o preço das tarifas. Como muitos documentos que pretendemos esmiuçar já estão em poder do governo estadual, o trabalho fica facilitado. Vamos também buscar cópias dos contratos de pedágio firmados em São Paulo e na Argentina para compararmos com o modelo paranaense'', afirmou Vargas.
A criação de uma CPI para investigar a instalação do sistema de cobrança de tarifas nas estradas paranaenses é uma bandeira dos deputados que na legislatura passada faziam oposição ao governo Jaime Lerner (PFL). Entretanto, a força política da CPI esvaziou-se antes mesmo de sua criação. O governador Roberto Requião (PMDB) afirmou que as investigações sobre o tema pelos deputados seriam desnecessárias, uma vez que o próprio governo estadual já estaria se encarregando de revisar os contratos.
Além disso, quatro dos sete membros da CPI pertenciam a bancada de apoio a Lerner, e atualmente fazem oposição à Requião: Duilio Genari (PPB), Plauto Miró (PFL), Valdir Rossoni (PTB) e Ademar Traiano (PSDB) que será o responsável pelo relatório final da CPI.
Para Traiano, a investigação não deve ser conduzida como uma caça às bruxas. ''Não há denúncias de superfaturamento ou fraudes. Nosso foco não será tanto na investigação, mas sim na busca de alternativas que possam reduzir a tarifa do pedágio. É dever dos deputados esclarecer o assunto para a população e mostrar se as concessionárias estão falando a verdade ou não'', comentou o relator da CPI.
Para André Vargas, existe a necessidade de se apurar se as melhorias nas estradas previstas em contrato estão sendo realizadas. ''Pedimos à Secretaria de Transportes um relatório da situação das rodovias antes da emissão das concessões. Também queremos saber as estatísticas de acidente de trânsito antes e depois da instalação do pedágio. Apesar de não termos nenhuma pesquisa específica sobre o tema, o que sentimos é que a população concorda com o pedágio, mas não com o preço cobrado''.

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