Ao todo, das 44 emendas apresentadas, 15 foram aprovadas, incluindo uma que obriga a Sanepar a esvaziar fossas sépticas de locais que ainda não sejam atendidos por rede de esgotos e para famílias inscritas na tarifa social. "Como o cronograma para a universalização da rede de esgoto se estende pelos 30 anos do contrato, é justo que a Sanepar se responsabilize por isso", disse Takahashi, uma dos autores da emenda.
Elza conseguiu aprovar emenda para tornar a Sanepar exclusivamente responsável por danos ambientais. "É um avanço importante porque o município não será cobrado solidariamente", explicou.
Outra obrigação imposta à Sanepar proveio de emenda do Executivo, que mesclou propostas de diversos vereadores acerca de reparo em calçadas e ruas danificadas por obras da companhia, reclamação constante dos londrinenses. Ficou estabelecido prazo de três dias úteis para concluir os reparos e 10 dias úteis quando se tratar de uma grande intervenção, além, da obrigatoriedade do uso de material de qualidade.
Outras duas emendas incluídas no projeto preveem que a Sanepar fica obrigada a abastecer, como caminhões-pipa, escolas e unidades de saúde, em caso de interrupção do fornecimento de água.

PRAZO
Em que pese as críticas quanto ao longo período em que se estenderá o contrato com a Sanepar, os vereadores não conseguiram diminuir o prazo de 30 anos para 15 anos renováveis por mais 15. "Trinta anos são sete gestões. É muito tempo. Mas, pelo menos foi aprovada emenda que prevê avaliação do contrato a cada quatro anos como possibilidade de modificação", disse Lenir.
Elza também lamentou o extenso prazo. "Muita coisa muda em 30 anos." Fez coro o vereador Takahashi. "Daria, sim, para ser um tempo menor." A Sanepar defendeu e a maioria dos vereadores entendeu que num prazo menor a companhia não conseguiria obter retorno do investimento de R$ 1,6 bilhão, previsto para as três décadas.
Emenda importante que ficou de fora, na avaliação da peemedebista, foi a que antecipava a obrigatoriedade de instalação de rede de esgoto na zona rural e em bairros antigos de Londrina. "É lamentável porque a zona rural é a mais penalizada", disse Elza. "Ao todo, 10% da população de Londrina não tem rede de esgoto. É um número muito grande", avaliou Lenir. (L.C.)

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