Curitiba - O que também chamou a atenção dos deputados da CPI é o fato El Paso ser beneficiada na distribuição dos lucros anuais, fixados em 16,21% da receita líquida. A parte correspondente à El Paso é corrigida pelo dólar ou pelo Índice Geral de Preços (IGP) o que estiver mais alto. À Petrobras e à Copel, correção de preços sempre pelo IGP. ''Está claro que existe um tratamento diferenciado para a sócia majoritária. Temos que descobrir por quê'', afirmou Vanderlei Iensen (PDT), relator da CPI.
Em seu depoimento, o engenheiro Ricardo José Dória disse que a sociedade com a UEG tem aspectos positivos em favor da Copel. No entanto, no seu entendimento, o contrato precisa ser reavaliado. ''O problema é o contrato. O que queremos é abrir a caixa-preta para ver os investimentos feitos e diminuir a carga de riscos da Copel'', disse o técnico.
O superintendente da UEG, Edilson Novak, enviou uma carta à CPI explicando que não poderia comparecer por ter agendado anteriormente à convocação uma viagem. Ele foi reconvocado para a próxima terça-feira. Também serão chamados a advogada Hortênsia Tardeli e um técnico da Compagas para explicar a necessidade da compra de um conversor de gás em energia elétrica.
''Essas transações são todas suspeitas. As irregularidades dentro da Copel eram imensas'', acusou o deputado Tadeu Venéri, componente da CPI. Desde janeiro por ordem do governador Roberto Requião, a Copel deixou de pagar o valor estabelecido em contrato da energia que deveria ter sido gerada pela UEG. Até agora, foram economizados R$ 69 milhões. (L.P.)

mockup