Curitiba - O contrato entre a Appa e o IPPP foi intermediado pelo advogado Guilhobel de Camargo, desafeto político da família Requião. Camargo era o representante do instituto no Paraná e terminou o contrato de prestação de serviços no final de 2002. Ele mesmo foi quem procurou a Appa para oferecer os trabalhos de recuperação de créditos trabalhistas que o porto nem sabia que tinha direito. ''Ofereci um contrato para levantamento de êxito. Ou seja, o IPPP só recebia por aquilo que conseguia efetivamente recuperar de créditos trabalhistas. O instituto não recebeu sequer um centavo que não fosse por serviço prestado'', garantiu ontem o advogado, em entrevista à Folha.
Camargo explicou que a subcontratação não poderia ser caracterizada no caso da instituição por se tratar de uma entidade que trabalha com associados e que são ''terceirizados''. ''Existe uma associação com especialistas. Eles são utilizados para a realização de serviços. Por isso tem que se fazer uma espécie de serviço terceirizado'', explicou. O advogado disse que toda a transação para a realização do termo de cooperação foi autorizada por todos os organismos competentes, teria passado pela administração portuária, pelo departamento jurídico da Appa, pela Secretaria de Estado dos Transportes, pelos departamentos competentes para esse tipo de análise do governo do Estado e pelo próprio governador Lerner.
O advogado disse ainda que foram analisados nos dois anos de atividades mais de 1,6 mil processos trabalhistas. ''Lá era uma indústria de ações trabalhistas. Nos convidamos para resolver um problema sério do porto'', justificou. ''Não há nada errado no contrato'', insistiu ele. (L.P.)

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