Além da Câmara, o contrato da Tolimp com o poder público municipal também é alvo de investigação pela Procuradoria Jurídica do Município - em cifras e pessoal, contudo, bem maiores que os envolvidos no poder Legislativo. Ao todo, a administração direta destina mensalmente à empresa cerca de R$ 600 mil para manutenção de prédios públicos; aproximadamente 500 funcionários são empregados. De acordo com o chefe da pasta, Nilso Paulo da Silva, até o final da próxima semana ''com certeza'' será dada uma resposta sobre rompimento ou não da Prefeitura com a terceirizada.
Conforme o procurador, os estudos sobre o contrato e sobre as denúncias que chegaram à Procuradoria estão praticamente concluídos. Silva não revelou se serão adotadas sanções, mas sinalizou a preocupação do Município com as ''notícias de inadimplência da Tolimp com seus funcionários'' diante da responsabilidade subsidiária em eventuais ações trabalhistas.
''Tudo está sendo verificado: tanto em relação à execução do contrato, mas também às relações internas entre o empregador e os empregados. Temos várias denúncias de irregularidades, entre as quais, essa questão de assinatura de holerites (anterior ao recebimento dos salários), que nos chegou ontem (segunda-feira)'', admitiu, questionado se o Município também tem informações de não execução contratual - o que pode ensejar rompimento, conforme o edital de contratação -, o procurador respondeu afirmativamente.
A FOLHA tentou contato ontem com a Tolimp Servicos Ltda., no fim do dia, nos dois endereços que a empresa mantém em Londrina, na avenida Lucia Helena Gonçalves Viana, Jardim Pacaembu, e Rua Caetano Vicentini, no Jardim Itália, mas ninguém atendeu. (J.G.)

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