Curitiba - A Somar Serviços de Operações Marítimas Ltda., empresa que foi contratada para realizar a dragagem no canal de acesso do Porto de Paranaguá, pediu ontem a rescisão bilateral do contrato que tinha sido fechado em agosto no valor de R$ 15,5 milhões. A empresa pretende se retirar do porto pela impossibilidade de executar o serviço. Na última sexta-feira, o desembargador Paulo Espírito Santo, da 5ª  Turma do TRF da 2ª  Região, no Rio de Janeiro, voltou atrás na decisão que tinha tomado de liberar a dragagem. O desembargador justificou que o serviço colocaria em risco a segurança da navegação.
  Para encerrar o contrato, a Somar quer ser reembolsada pelos custos que teve de manter uma draga parada no porto desde o dia 25 de agosto. A empresa não finalizou os cálculos dos custos totais mas, o equipamento parado custa R$ 7 mil por hora. Em todo este tempo, a draga operou apenas dois dias.
  Segundo informações da Somar, a Appa aceita fazer a rescisão do contrato desde que não tenha custos adicionais para as partes. A empresa informou que vai tentar uma solução amigável mas não descarta o uso de mecanismos legais se forem necessários.
  ‘‘A draga não pode ficar parada esperando que se resolva a disputa entre a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) e a Diretoria de Portos e Costas da Marinha (DPC) e enquanto a Appa se nega a assumir os custos da draga’’, disse o diretor comercial da Somar, Antonio Seabra.
  A Appa informou que não vai se pronunciar sobre o assunto. O procurador geral do Estado, Sérgio Botto de Lacerda, disse que o assunto ainda está sob análise. A draga ficará no porto até a rescisão do contrato.

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