Contratações emergenciais dão continuidade aos serviços da Saúde
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quarta-feira, 08 de junho de 2011
Fernanda Carreira e Vinícius Zanin <br> <br> Reportagem Local 
Servidores municipais e trabalhadores temporários assumem hoje a execução do Programa Saúde da Família (PSF), Policlínica Municipal, Serviço de Atendimento Médico de Urgência (SAMU), Central de Regulação e Serviço de Internação Domiciliar (SID), que eram prestados, até ontem, pelos institutos Atlântico e Gálatas. O diretor executivo da Secretaria Municipal de Saúde, Márcio Nishida, afirmou, ontem em entrevista coletiva, que essas equipes serão contratadas em caráter emergencial, pelo período de 90 dias, para dar continuidade a prestação dos serviços de sa© úde no município. Os institutos - organizações da sociedade civil de interesse público (Oscips) - são alvos de ações promovidas pelo Ministério Público. As ações são originárias da operação Antissepsia, que investigou um suposto esquema de desvio de dinheiro e pagamento de propina a agentes públicos municipais.
''Nós estamos com o processo de contratação emergencial e o teste seletivo já dos agentes comunitários de saúde. São pelos menos 350 agentes comunitários e a expectativa de até o máximo de 426 funcionários das antigas Oscips'', afirmou Nishida.
De acordo com a assessoria de imprensa do município, a maior parte dos 426 funcionários dos institutos serão chamados a continuar no serviço. Uma pequena parcela não será recontratada, por inviabilidade técnica ou por não aceitação. ''Existem, por exemplo, alguns motoristas do S6amu, que não têm carteira de habilitação categoria C exigida pela legislação, que foram contratados pelo instituto, mas que não podem ser efetivados. Mas são exceções, já que a metade dos motoristas é formada por servidores da Prefeitura'', explicou.
Nishida informou também que os funcionários demitidos já estão sendo contactados para continuar a realizar suas atividades. Ainda não se sabe quantos trabalhadores aceitarão as novas condições de contratação e continuarão no serviço a partir de hoje. Nishida informou que as equipes, que atendem o SID e o Samu, já aceitaram continuar, portanto, esses serviços não devem sofrer nenhuma alteração.
Quando questionado se a Secretaria teria a questão dos serviços sob controle, Nishida reconheceu que o sistema de Saúde do município tem enfrentado uma importante crise desde o rompimento com o Centro Integrado de Apoio Profissional (Ciap) e que ainda não há o número definido de funcionários suficientes para toda a demanda, pois existiria uma dificuldade do município hoje de definição de cargos e carreiras para profissionais da saúde, como a carga horária para os médicos.''É necessário sim um trabalho maior de criação de cargos para diversos profissionais, como enfermeiros, auxiliares de enfermagem e dentista que atuem na estratégia da sa© úde de família'', salientou.


