Contratações continuam em pendência na Justiça
Curitiba Apesar de o PT ter sempre defendido a realização de concursos para a contratação de servidores públicos, a direção jurídica de Itaipu continuará tentando na Justiça derrubar a liminar que proíbe o diretor-geral da empresa de contratar funcionários sem um procedimento de admissão. De acordo com o diretor jurídico da estatal, José Bonifácio Cabral, o fato de Brasil e Paraguai dividirem a direção de Itaipu impede que as leis brasileiras se apliquem à totalidade da empresa.
''Estamos recorrendo da decisão por uma questão da legalidade da decisão. A Itaipu é regida por um tratado, que foi aprovado pelo Congresso Nacional dos dois países. Caso uma decisão do Poder Judiciário brasileiro interfira no regimento da empresa, estaria se ferindo o acordo firmado entre Brasil e Paraguai'', reforçou o diretor jurídico.
Jorge Samek acredita que o tratado pode ser modificado após negociações com os diretores paraguaios. ''Sou a favor de que haja concurso para o ingresso na empresa, mas que cada diretor possa indicar algumas pessoas para cargos de confiança, como ocorre em todos os níveis do poder público. Mas acho que de maneira geral a admissão deveria ser por concurso'', acredita Samek.
A possibilidade do concurso ser utilizado apenas para os servidores contratados pela administração brasileira não agradam o diretor jurídico da estatal. ''Haveria uma disparidade grande se o Paraguai pudesse contratar engenheiros com pós-doutorado em energia e prática de trabalho nos Estados Unidos para administrar as turbinas, enquanto nós tivessemos que passar por um concurso demorado para aprovar engenheiros que poderiam entender do assunto apenas na teoria'', comentou Cabral. (R.S.)





