Contrariando a Acil, Câmara aprova projeto para acessibilidade em shopping
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 12 de junho de 2018
Guilherme Marconi<br>Grupo Folha 

A CML (Câmara Municipal de Londrina) aprovou por unanimidade, em primeira discussão, nessa terça-feira (12), o projeto de lei de Ailton Nantes (PP) que obriga a colocação de cadeiras preferenciais, na proporção de 10% do total de assentos, nas praças de alimentação de shoppings centers e hipermercados, nos estádios, nos ginásios e nos teatros. A ideia é atender idosos, pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, gestantes e lactantes, pessoas acompanhadas por crianças de colo, além de espaços apropriados para cadeirantes
A redação aprovada também obriga a disposição de equipamentos para pessoas obesas, além de incluir entre os estabelecimentos as bibliotecas e restaurantes.
Já a Acil (Associação Industrial e Industrial de Londrina) manifestou-se contrariamente à proposta. "Todos os empreendimentos privados de grande porte em Londrina com possibilidade de uso pelo cidadão contemplam plena acessibilidade as pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, inclusive para renovação de alvará de funcionamento são condicionadas à observação e a certificação das regras de acessibilidade pelo poder público", posicionou-se a entidade.
A Acil alega que os shoppings e lojas já garantem vagas de garagem exclusivas próximas as entradas de acessos, banheiros adaptados, rampas de acesso e outras questões já previstas em leis. P A entidade ainda acredita que ao separar cadeiras poderá segregar em vez de incluir e sugere a realização de campanhas educativas. "O Estatuto da Pessoa com Deficiência garante o tratamento igualitário e não discriminatório ao seu beneficiário. Considera-se discriminação, toda forma de distinção, restrição ou exclusão, consistindo em crime quem incorrer na prática, indução ou incitação de discriminação"
Várias entidades e órgãos foram consultados no curso da tramitação do projeto. A FEL (Fundação de esportes de Londrina), o Conselho Municipal dos Direitos do Idoso e a Secretaria Municipal do Idoso defenderam a aprovação da medida de acessibilidade antes da aprovação em plenário.


