Os seis governadores eleitos apresentaram a seguinte alternativa para o ajuste fiscal:
- Retirar a conta dos aposentados e pensionistas da Lei Camata, que impõe um limite de no máximo 60% de comprometimento da receita líquida do Estado com a folha salarial do funcionalismo.
- Excluir as folhas do Legislativo e Judiciário do limite dos gastos estipulado pela Lei Camata. São poderes autônomos e os governadores não podem interferir na redução de gastos.
- Criar um fundo previdenciário para ressarcir Estados e municípios dos recursos arrecadados até 1988 pelo governo federal, com a contribuição dos funcionários públicos que eram regidos pela CLT e optaram pelo regime estatutário e o direito de aposentadoria em valor integral, custeada pelos Estados.
- Definir critérios iguais para a compensação das perdas dos Estados com a Lei Kandir, que desonerou as exportações e investimentos. O governo federal estaria discriminando os Estados governados pela oposição.
- Não prorrogação do Fundo de Estabilização Fiscal (FEF) e em nenhuma hipótese o aumento do percentual de desvinculação dos recursos, pretendido pelo governo a partir de 2000. A ampliação de 20% para 40% do FEF elevaria as perdas estaduais de R$ 1,3 bilhão, até agora, para R$ 2,7 bilhões, inviabilizando o funcionamento de vários Estados.
- Contrapartida do governo federal na aplicação dos 15% do Fundo de Participação dos Estados (FPE) no ensino básico para a complementação do Fundo do Magistério (Fundef), quando o governos estaduais não conseguem honrar o custo de R$ 315 por aluno ao ano, como determina a lei.

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