'Contradição' marca os 100 dias, diz PFL
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sexta-feira, 11 de abril de 2003
Eduardo Kattah<br>Agência Estado 
Belo Horizonte- O documento divulgado anteontem pelo Ministério da Fazenda, com as diretrizes econômicas e sociais para o governo Lula, mostram que o presidente tomou ''uma atitude neoconservadora na área econômica''. Assim o presidente do PFL, Jorge Bornhausen, descreveu o documento ''Política Econômica e Reformas Estruturais''. Segundo ele, ''a maior praga'' dos cem primeiros dias da administração petista ''foi a contradição''.
O relatório, que saiu no site do Ministério da Fazenda, revela que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua equipe econômica buscam, para os próximos anos, uma combinação de ajuste fiscal com políticas de inclusão social e elegem a responsabilidade fiscal como o compromisso número um da nova política econômica. Bornhausen observou que o programa da campanha do PT não previa o ajuste fiscal como principal diretriz econômica do novo governo.
''O presidente da República tomou uma atitude neoconservadora na área econômica e adotou tudo aquilo que ele dizia que seria desprezado no seu governo, o que de certa forma choca o seu eleitor'', comentou o líder pefelista. ''Eu acho que daqui a pouco vai ter muita gente pedindo o voto de volta.''
Contradição - Bornhausen voltou a atacar as ações do Executivo nos três primeiros meses do ano. ''Nesses cem dias a maior praga foi a contradição, foi o abandono ao discurso de campanha, foi o desrespeito ao eleitor, porque na realidade nós não tivemos, senão paralisia, contradição.''


