Curitiba - Ontem, o governador Beto Richa (PSDB) e o deputado estadual Valdir Rossoni (PSDB) anunciaram que vão divulgar os contracheques dos servidores do Executivo e do Legislativo até amanhã. Durante entrega de equipamentos a produtores rurais, os dois usaram o Twitter para confirmar a medida na internet. No caso do governo, Beto e o advogado Julio César Zem Cardoso, diretor da Procuradoria Geral do Estado (PGE), modificaram ontem o posicionamento da PGE, até então contrária à publicação individualizada dos salários.

No caso da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, a divulgação nominal da folha de pagamento está atrasada há duas semanas. No dia 17 de julho, quando os contracheques dos funcionários poderiam ser consultados pela internet, Rossoni não permitiu a publicação alegando "problemas políticos". Ele disse que a AL vivia "momentos atípicos", após a eleição "traumática" de Fábio Camargo (PTB) para o Tribunal de Contas do Estado. Camargo concorreu contra outros 41 candidatos, incluindo o "prefeito" da Assembleia (primeiro-secretário da Casa), Plauto Miró, do DEM.

Deputados governistas não votaram em Miró, colocando o parlamentar em rota de choque com Rossoni, um dos homens de Beto dentro da AL, junto com Ademar Traiano (PSDB) e Élio Rusch (DEM). O diretor de pessoal da AL, Bruno Garofani, foi indicado por Plauto para o cargo. Outro nó na divulgação era a resistência de alguns deputados que abrigam cabos eleitorais em seus gabinetes (ex-prefeitos, ex-vereadores), que ganham valores diferentes por trabalhos parecidos. Nos bastidores, diz-se que esse "atraso" na publicação deu tempo para os políticos reorganizarem seus funcionários.

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