Enquanto não se resolve o impasse entre grevistas, Prefeitura e Ministério Público (MP) sobre a retomada ou não dos serviços na Saúde, se agravam a cada dia os problemas de superlotação nos principais hospitais de Londrina.
Depois de suspender o atendimento em dois de seus Pronto-Socorros (PSs), no início desta semana, agora o Hospital Universitário (HU) está restringindo o atendimento a gestantes. Ontem, apesar de não haver vagas sobrando, nenhum PS foi suspenso. Mesmo assim, um ofício circular de número 006/05 assinado pelo diretor clínico Sinésio Moreira e distribuído anteontem à tarde aos funcionários estabelece que somente as grávidas de até cinco meses sejam atendidas, além das que são ''portadores de patologias ginecológicas de emergência''. A informação é de um servidor da triagem do HU, que não quis se identificar. ''Até então, era atendimento irrestrito. Mas como esta semana extrapolou demais o total de pacientes, isso foi feito'', comentou. Segundo a fonte, além do PS lotado o HU também enfrenta problemas de falta de vagas nas Unidades de Terapia Intensiva ((UTI) Neonatal e de Cuidados Intermediários (UCIs). Nesta, o problema seria mais grave. ''Na UTI temos os sete leitos preenchidos; na UCI, além dos 10, há oito excedentes'', explicou.
No Hospital Zona Sul (HZS), ontem à tarde a situação estava complicada, mesmo com os 30% de reforço no atendimento. ''A demanda de pacientes cresceu mais que os 50% registrados nos últimos dias, pois aumentou demais o fluxo de gente que precisa de posto de saúde'', afirmou a superintendente de enfermagem, Jandira Batista. No Hospital Zona Norte (HZN), ocorre o inverso: ''A demanda vinha sendo até 80% maior desde o início da greve, mas esta semana diminuiu porque, me parece, foi distribuída para o HZS'', disse o diretor-geral, Adilson Castro.
Já na Santa Casa, conforme a assessoria de imprensa, aumentou cerca de 30% a média de atendidos esta semana. No Hospital Infantil, onde a média aumentou até 117,5% na sexta, o índice segue esta semana em 67%. Aqui, a situação reflete a escala reduzida de 30% no Pronto Atendimento Infantil (PAI).

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