O anúncio de restrição aos gastos e investimentos no segundo semestre de 2012 pelo novo prefeito de Londrina, José Joaquim Ribeiro (PSC), causou preocupação entre servidores, representantes de entidades e até mesmo secretários. Entre investimentos e despesas, foram contingenciados R$ 20,4 milhões de vários órgãos da administração direta (veja quadro). Um dos mais afetados seria a Secretaria de Assistência Social, cujas despesas contingenciadas somam R$ 5,7 milhões de um total de R$ 19,1 milhões previstos para o ano.
Assistentes sociais e representantes de entidades filantrópicas começam a se mobilizar e uma reunião do Conselho Municipal de Assistência Social deve ser marcada para os próximos dias. ''O conselho ainda não tem posição definida, mas vamos nos reunir para discutir quais os itens foram contingenciados por este decreto'', afirmou Fátima Reale Prado, vice-presidente do conselho. O temor é que sejam cortados recursos para entidades assistenciais que trabalham por meio de convênio com o município e que projetos municipais sejam cortados.
Ontem, funcionárias do setor se reuniram com o secretário de Fazenda, Lindomar dos Santos, para solicitar explicações. ''Conversei com elas e expliquei a situação das contas da prefeitura e a nossa preocupação'', relatou Santos, admitindo não esperar que a secretaria efetivamente corte R$ 5,7 milhões. ''Com certeza não vai ser possível, mas o que se economizar é importante neste momento.''
O Conselho Municipal de Cultura também deve discutir as restrições financeiras nos próximos dias. A secretaria teve as despesas contingenciadas em 30% e os investimentos, em 94%. ''É uma situação que nos preocupa porque vários projetos em andamento podem ser afetados'', disse Luís Bertipaglia, representante da área de teatro no conselho. O secretário Aldo Moraes não foi localizado ontem.
A Secretaria de Trabalho também sofreu restrição grande nas despesas - de R$ 218 mil e os únicos R$ 2 mil para investimentos foram cortados. ''Vou ter que dar um jeito de trabalhar mesmo com poucos recursos. O primordial é o bom atendimento'', disse o secretário Rodrigo Sotille. A secretária do Idoso, Jeane Zanluchi, preferiu não comentar os cortes uma vez que ''assumi a pasta há 24 horas'', conforme afirmou ontem à tarde. ''Mas, a despeito de não ter dinheiro, vamos fazer o máximo possível.'' O contingenciamento na Secretaria do Idoso foi de 40% nos gastos e 54% nos investimentos.

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