Brasília - Em outra votação, os ministros entenderam, por 4 votos a 3, que o Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS) não é entidade de classe, embora reúna as empresas siderúrgicas de todo o País. O artigo 24 da Lei Eleitoral também proíbe os partidos de receberem contribuições de entidades de classe e sindicais. Finalmente, os ministros aprovaram as contas do candidato. A maioria seguiu o voto do relator de que o PT esclareceu as dúvidas levantadas pelos técnicos do TSE. Votaram pela rejeição das contas do comitê, além de Gerardo Grossi, o presidente do TSE, Marco Aurélio Melo, e os ministros Cezar Peluso e José Delgado. Foram a favor da aprovação Cesar Asfor Rocha, Caputo Bastos e Carlos Ayres Britto.
No caso das contas do candidatos, os dois votos contrários à aprovação foram de Marco Aurélio e de José Delgado. O presidente do TSE disse não aceitar a transferência das dívidas da campanha para o partido. ''É inimaginável que uma campanha faça despesas de R$ 10 milhões a descoberto. A rigor, as contas não fecharam. Não concebo uma dívida em stand by'', argumentou Marco Aurélio. A transferência das pendências de campanha para os partidos é prática corriqueira nas prestações de contas de várias eleições. Este ano, o PSDB assumiu dívida de R$ 19,9 milhões da campanha do candidato derrotado Geraldo Alckmin.

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