O presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Heinz Herwig, garantiu ontem que até a metade do ano que vem, todas as prestações de contas de Londrina, que estão pendentes de análise, serão julgadas.
Com exceção das contas de 2000 e 2001, as prestações das administrações municipais de 1993 até 2004 que compreendem as administrações de Luiz Eduardo Cheida (PMDB), Antonio Belinati (PP) e Nedson Micheleti (PT) ainda não foram analisadas pelo TCE. ''A nova lei orgânica vai conter prazos, mas a legislação permitia que os prefeitos e os interessados retardassem a análise dessas contas, que era feita em conjunto, não era somente a do prefeito. Em uma cidade como Londrina, que tem uma série de empresas, quando uma empresa dessa tinha problemas e se dava o tempo para se defender, parava toda a prestação de contas. Hoje a nova lei não vai permitir mais isso porque é desmembrada (a prestação de contas)'', explicou Herwig.
''Também não quero eximir o Tribunal de Contas que algumas vezes demorou muito. Alguma pessoa talvez tivesse o interesse em demorar a prestação de contas um pouco mais, mas garanto a vocês que todas as contas de Londrina e de todos os municípios, agora pela própria legislação, vamos ter que julgar no próprio ano. Isso vai ser muito importante, nós colocamos isso na lei, precisamos ter esse prazo. Londrina no mais tardar até a metade do ano que vem, vai ter todas as contas julgadas'', assegurou.
Herwig, que esteve ontem em Londrina para compromissos pessoais, ainda afirmou que não deverá pedir ao governador Roberto Requião (PMDB), que vete a Lei Orgânica do TCE, que teve a redação final aprovada essa semana pela Assembléia Legislativa. ''Não vou pedir para vetar nada. Propusemos uma lei de uma maneira, a Assembléia modificou algumas coisas, algumas inclusive inconstitucionais. Vamos procurar ou a Justiça ou a própria Assembléia Legislativa, através do seu presidente, para que ele possa através de uma lei complementar, ajustar algumas coisas que na nossa avaliação estão corretas e principalmente as que são inconstitucionais'', disse.

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