Curitiba As contas e licitações da Prefeitura de Guaratuba, referentes a 2002, estão na mira dos conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Os técnicos da Diretoria de Contas Municipais do tribunal terminaram, na semana passada, um pente-fino na contabilidade do município do Litoral. A previsão dentro do TCE é que o caso vá a plenário em cerca de 15 dias. O então prefeito, José Ananias dos Santos (PMDB), foi afastado do cargo em dezembro pela Justiça, após serem apuradas irregularidades na contratação de empresas que prestavam serviços ao poder público municipal. Quem está à frente da prefeitura agora é o vice Miguel Jamur (PDT).
Além do TCE, o primeiro escalão da Prefeitura de Guaratuba está na mira do Ministério Público (MP) estadual na cidade, também por suspeita de irregularidades na gestão de recursos públicos. Baseado em levantamentos próprios e informações do TCE, o MP investiga, na área cível, três secretários municipais: Joel Machado (Fazenda), Maria do Rocio Bevervanço (Educação) e Arthur Teixeira Magalhães Neto (Obras). Os três foram afastados em dezembro, junto com Ananias dos Santos.
Uma das linhas de investigação do MP gira em torno de um carroceiro da cidade, que recebia R$ 200,00 por mês para assinar notas falsas na prefeitura, em valores próximos a R$ 7 mil.
O MP em Guaratuba é responsável ainda por pelo menos outras quatro ações cíveis contra o alto escalão da prefeitura, por suposta improbidade administrativa. Essas ações estão tramitando na Justiça do Paraná.
O afastamento de Ananias dos Santos aconteceu a partir de denúncia feita pela Câmara Municipal. O vereador Antônio Emílio Caldeira Júnior, do PPS, fez uma denúncia de irregularidades ao MP de Guaratuba. O vereador encaminhou o mesmo material ao departamento de Proteção ao Patrimônio Público do MP, que fica em Curitiba. Desde que assumiu o cargo de prefeito, Miguel Jamur, exonerou 128 funcionários comissionados da gestão do peemedebista.

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