O primeiro quadrimestre do ano terminou com saldo de R$ 22,7 milhões no caixa da Prefeitura de Londrina, mas a administração de Alexandre Kireeff (PSD) ainda mostrou preocupação com as contas até o final do ano. O balanço do período foi apresentado em audiência pública ontem pela manhã, na Câmara de Vereadores. O prefeito esteve presente no início da apresentação, que foi conduzida basicamente por técnicos da Secretaria da Fazenda e pelo secretário da pasta, Paulo Bento.
A administração prevê um total de R$ 1,2 bilhão para todo o exercício financeiro de 2013. Nos primeiros quatro meses do ano, foram arrecadados pouco mais de R$ 407 milhões, ou seja, 31,38% do total estimado. Impostos como IPTU, IR, ITBI, ISS, além de taxas, integram as fontes municipais de arrecadação. O restante da arrecadação vem de repasses estaduais e federais, como do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), SUS, ICMS, IPVA, convênios, Fundeb e outras transferências. Com todas as despesas empenhadas nesses quatro meses, o caixa ficou com R$ 22.726.650,48 positivo. ''A expectativa era arrecadar um pouco mais, mas é isso o que temos, é o que conseguimos, então nosso trabalho de arrecadação continua'', avaliou o secretário da Fazenda, durante entrevista coletiva.
Paulo Bento informou ainda que, embora a expectativa fosse arrecadar um valor maior, o desempenho do quadrimestre ao menos não foi inferior ao índice obtido nos últimos anos. A arrecadação foi 9% maior do que o mesmo quadrimestre do ano passado, índice semelhante aos dos últimos anos.
Uma das preocupações do secretário diz respeito à inadimplência: cerca de R$ 35 milhões em recursos do IPTU ainda não foram regularizados. ''Esse é o valor que os contribuintes não se manifestaram para pagamento, nem para parcelamento. Nossas praças de atendimento estão vazias'', explicou. Assim, o secretário admitiu problema futuro: ''É muito difícil que a prefeitura termine o ano no azul''.
Com um discurso mais otimista, o prefeito Alexandre Kireeff ressaltou que a situação da administração seria pior se os pacotes de eficiência administrativa (PEA 1 e PEA 2) não tivessem sido lançados. ''São eles que estão viabilizando a estabilidade financeira do município até o momento'', afirmou ele.
Os pacotes contemplavam medidas como contingenciamento de 30% das despesas com custeio e investimento e limitação de 50% para horas extras da administração direta. Outro item previsto no segundo pacote é um projeto que permite protestar os inadimplentes, em trâmite no Legislativo (leia mais no box). ''Os números nos fazem manter o sinal de alerta, de que o desafio é grande. É muito difícil superar a instabilidade financeira do município. 2013 vai ser um ano que terá que ser superado mês a mês'', finalizou o prefeito.

Imagem ilustrativa da imagem Contas ainda preocupam gestão Kireeff
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