Contador também é liberado
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quinta-feira, 07 de julho de 2011
Vinícius Zanin <br>Reportagem Local 
O técnico em contabilidade e administrador Antonio Carlos Martins também foi liberado ontem pelo Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná. Antonio Carlos estava preso na sede do Corpo de Bombeiros desde o dia 16 de maio, junto com o seu sócio e irmão Flávio Martins. Eles foram acusados de emitir notas frias para liberação de repasses públicos ao Instituto Gálatas. O esquema, revelado pelo Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco), envolveria ainda o Instituto Atlântico no pagamento de propina a agentes municipais. Os institutos eram os responsáveis pela execução de serviços de Saúde no município até o último dia 8.
De acordo com as investigação do Gaeco, Flávio é dono do escritório que fazia a contabilidade dos institutos. No dia seguinte a prisão dos irmãos, o filho de Flávio e ex-assessor do TJ, Alessandro Marins, também foi preso acusado de participação no suposto esquema.
O advogado de Antonio Carlos, José Amaro, afirmou que este é um importante passo para a defesa de seu cliente. ''Nós viemos pra fazer a sustentação oral e houve a concessão do alvará de soltura, revogando a preventiva. Agora o processo deve seguir os trâmites normais e devem ser marcadas as oitivas. Esperamos ter um resultado positivo'', afirma.
Amaro defendeu que o crime cometido pelo seu cliente foi ''apenas de ser sócio do outro envolvido'', que é também seu irmão. ''Ele cuida de outros departamentos da empresa. Nem auditor ele é'', afirmou. O advogado revelou também que no pedido de habeas corpus de Antonio Carlos chegou a ser requerida uma estensão ao pedido de soltura para o seu irmão Flávio. ''Ele não tinha um pedido de HC. No meu pedido eu requeri que fosse estendido o benefício. Não foi concedido. Mas o advogado do Flávio deve entrar com um HC específico para ele'', confirma.
O advogado acrescentou também que não acredita numa possível condenação de seu cliente. ''Não acho que para nenhum dos dois vamos ter problemas mais sérios. Houve a realização do serviço regulada por um contrato de prestação de serviço que existe, e apenas estava sendo cumprido'', concluiu.


