Curitiba - Quatro pessoas supostamente envolvidas num esquema de desvio de dinheiro na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná se apresentaram espontaneamente ontem ao Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), ligado ao Ministério Público (MP) do Estado. Uma das pessoas que se apresentaram é Douglas Bastos Pequeno, contador de Abib Miguel, ex-diretor geral da AL preso na Operação Ectoplasma I, realizada em 24 de abril. As outras três pessoas estariam ligadas a Douglas, mas o Gaeco informou que não poderia divulgar os nomes. Na Operação Ectoplasma II, realizada em 8 de maio, mandados de prisão contra parentes de Douglas chegaram a ser cumpridos, mas outras prisões ficaram pendentes. As quatro pessoas foram ouvidas ontem mesmo pela equipe do Gaeco, e em seguida liberadas.
A Reportagem apurou que pelo menos 11 pessoas da família de Douglas são suspeitas de terem recebido salários da AL sem de fato trabalharem lá. Duas parentes do contador, alvos da Operação Ectoplasma II, ficaram presas até ontem: Viviane Bastos Pequeno, que é filha de Douglas, e Derci Aparecida Schimitt, que é irmã da atual esposa de Douglas, Maria Advair Gomes. As duas foram liberadas ontem com o término da prisão temporária, de cinco dias. O taxista Eduardo Gbur também estava preso desde sábado e foi liberado ontem. O Gaeco não pediu a prorrogação da prisão temporária de nenhum dos três. Eduardo pertence a um outro núcleo de investigação do Gaeco. Ele é sobrinho de Daor Afonso Marins de Oliveira, que é corretor de imóveis e amigo de Abib Miguel. Pelo menos quatro parentes de Daor, e mais ele próprio, teriam recebido pela AL sem trabalhar.
Já o ex-diretor administrativo da AL José Ary Nassiff, que também foi alvo da Operação Ectoplasma II, não saiu ontem da prisão. O Gaeco pediu a prorrogação da prisão temporária (mais cinco dias) de Nassiff, o que foi acatado pelo juiz Aldemar Sternadt. Abib Miguel e Cláudio Marques da Silva, ex-diretor de pessoal da AL, também permanecem presos.

mockup