A proprietária do escritório de contabilidade que atende o Motel JF afirmou que a indicação do cliente foi feita pelo presidente da Câmara, Sidney de Souza - proprietário de outra empresa do ramo. A contabilista aceitou falar à FOLHA desde que o seu nome e o do escritório fossem mantidos em sigilo. A informação de que ela é responsável pela contabilidade do motel foi passada ao Gaeco pelo próprio proprietário da empresa, Claudemir Medeiros - que acrescentou ter conhecimento de que Souza seria sócio do escritório. No depoimento, Medeiros afirmou o presidente da Câmara e o secretário de Governo, Adalberto Pereira da Silva, articularam a aprovação da lei. Souza também assinou o parecer da Comissão de Justiça que encaminhou o projeto para votação do plenário.
À FOLHA, a contabilista afirmou que ela e outros funcionários já trabalharam para Sidney de Souza, mas que o vereador não é sócio de sua empresa. Ela disse ainda que foi responsável pela abertura legal do Motel JF - ocorrida após a aprovação do projeto de lei que permitiu seu funcionamento. ''O Claudemir é meu cliente, não posso negar isso. Eu fiz a abertura da empresa e esse é um fato concreto que eu não posso negar'', contou. ''Foi uma indicação do Sidney? Foi. Você pode afirmar isso, não vejo mal nenhum. Agora, o que eu não gostaria é que o meu escritório e meu nome como profissional fosse exposto (...) porque não tenho nada a ver com essa história aí.'' De acordo com a contabilista, a indicação do cliente para o escritório foi feito por ''amizade''.''Isso é normal no nosso ramo, eu recebo indicações de outros escritórios também'', disse.
O vereador Sidney de Souza e o secretário Adalberto Pereira da Silva não respondem aos telefonemas da FOLHA desde que as declarações do proprietário do Motel JF e da boate Shirogohan vieram a público na última quarta-feira. (Colaborou Fábio Cavazotti)

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