Contabilidade será centralizada
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sábado, 06 de janeiro de 2001
De Londrina 
Durante a solenidade ontem de manhã, o prefeito Nedson Micheleti anunciou que a contabilidade de secretarias e autarquias municipais será centralizada. Hoje, cada autarquia mantém uma conta própria, o que dificulta o controle dos gastos. Já temos um plano e, aos poucos, o pessoal vai centralizando o serviço e desativando os diversos setores de contabilidade. Dessa forma teremos uma visão do conjunto da contabilidade da administração pública, disse o secretário de Fazenda, Paulo Bernardo.
Ele destacou que a nova medida também é preventiva e pode evitar irregularidades. A contabilidade de todos os setores estava fora de controle, a secretaria da Fazenda só ficava sabendo da dívida quando o dinheiro já havia sido gasto. Agora, vamos controlar a contabilidade, a emissão de empenhos e os pagamentos.
Bernardo acrescentou que apenas as empresas municipais CMTU, por exemplo irão manter, por imposição legal, contabilidade própria. Além disso, as companhias municipais serão controladas por sistema de caixa único, através da análise dos recursos disponíveis e o emprego do dinheiro. A regra só não vale para verbas com destinação específica, com as do SUS e do Fundef.
Outra medida é fazer um levantamento dos departamentos que funcionam em imóveis alugados. Para economizar, esses órgãos passarão a funcionar, gradativamente, em imóveis próprios. Bernardo estima uma economia de pelo menos R$ 20 mil mensais com aluguéis.
A nova administração também recolheu todos os telefones celulares que eram usados por secretários e assessores. Por enquanto, cada um vai usar o próprio celular. A idéia, segundo Bernardo, é após um período ainda não definido avaliar as necessidades e estipular cotas de uso.
Na quarta-feira, Nedson já havia antecipado que todos os setores da prefeitura serão avaliados pela auditoria interna. Para auditar a Cohab, a Sercomtel e a Caapsml serão contratadas empresas especializadas em cada setor. Ele explicou que estes órgãos possuem dinâmica própria e especificidades que os auditores municipais desconhecem por isso a necessidade de profissionais externos. (Lúcio Horta e Carolina Avansini)


