Durante a solenidade ontem de manhã, o prefeito Nedson Micheleti anunciou que a contabilidade de secretarias e autarquias municipais será centralizada. Hoje, cada autarquia mantém uma conta própria, o que dificulta o controle dos gastos. ‘‘Já temos um plano e, aos poucos, o pessoal vai centralizando o serviço e desativando os diversos setores de contabilidade. Dessa forma teremos uma visão do conjunto da contabilidade da administração pública’’, disse o secretário de Fazenda, Paulo Bernardo.
Ele destacou que a nova medida também é preventiva e pode evitar irregularidades. ‘‘A contabilidade de todos os setores estava fora de controle, a secretaria da Fazenda só ficava sabendo da dívida quando o dinheiro já havia sido gasto. Agora, vamos controlar a contabilidade, a emissão de empenhos e os pagamentos.’’
Bernardo acrescentou que apenas as empresas municipais – CMTU, por exemplo – irão manter, por imposição legal, contabilidade própria. Além disso, as companhias municipais serão controladas por sistema de caixa único, através da análise dos recursos disponíveis e o emprego do dinheiro. A regra só não vale para verbas com destinação específica, com as do SUS e do Fundef.
Outra medida é fazer um levantamento dos departamentos que funcionam em imóveis alugados. Para economizar, esses órgãos passarão a funcionar, gradativamente, em imóveis próprios. Bernardo estima uma economia de pelo menos R$ 20 mil mensais com aluguéis.
A nova administração também recolheu todos os telefones celulares que eram usados por secretários e assessores. Por enquanto, cada um vai usar o próprio celular. A idéia, segundo Bernardo, é após um período ainda não definido avaliar as necessidades e estipular cotas de uso.
Na quarta-feira, Nedson já havia antecipado que todos os setores da prefeitura serão avaliados pela auditoria interna. Para auditar a Cohab, a Sercomtel e a Caapsml serão contratadas empresas especializadas em cada setor. Ele explicou que estes órgãos possuem dinâmica própria e especificidades que os auditores municipais desconhecem – por isso a necessidade de profissionais externos. (Lúcio Horta e Carolina Avansini)

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