Conta demorou dois anos para ter o primeiro depósito
A conta mais recente da quadrilha de fiscais do Rio de Janeiro, existente na Suíça, é de 2000, e pertenceria ao auditor fiscal Hélio da Silva Lucena Ramos, onde foram depositados US$ 476 mil. O fato curioso é que a movimentação começou a ser feita dois anos depois da abertura. Ramos teria feito o primeiro lançamento em maio do ano passado, no valor de US$ 98 mil. Já o auditor fiscal Rípoli Hamer Axel, segundo o documento divulgado ontem, usou a carteira funcional do Ministério da Fazenda para abrir a conta identificada como G 101.279.
Axel depositou inicialmente apenas US$ 20, em 1995, mas o último levantamento indicava a existência de US$ 674 mil de saldo. A última conta encontrada, e supostamente irregular, pertenceria a Rômulo Gonçalves, também fiscal da Secretaria de Fazenda do Rio, e foi aberta em julho de 1997 com US$ 300 mil, mas contando hoje com US$ 2,1 milhão. Todas as contas estariam no Union Bancaire Privée, na Suíça, mas os depósitos foram feitos por intermédio do Discount Bank and Trust Company, no Rio de Janeiro.





