Consumo de etanol deve dar grande salto na Europa
Londres - Encarado até recentemente com ceticismo por governos, empresas e consumidores, o uso do etanol como combustível está se tornando uma peça essencial da política energética e ambiental da União Européia (UE). Incentivos fiscais para sua produção, distribuição e consumo já estão vigentes na maioria dos países do bloco. Produtores agrícolas estão adequando seus negócios para oferecer matérias-primas para a produção de etanol, enquanto investidores buscam oportunidades no setor, dentro e fora da região.
Falar de um ''boom do etanol'' na Europa parece exagero diante do pequeno consumo na região no ano passado, que foi de apenas 1,7 bilhão de litros, dos quais 300 milhões importados. Trata-se de 3,5% da demanda mundial, em torno de 50 bilhões de litros. Mas, segundo Christoph Berg, diretor da consultoria Licht, até 2020 o consumo europeu deverá crescer mais de dez vezes.
No fim do mês passado, a Comissão Européia propôs que, até 2020, os biocombustíveis representem compulsoriamente 10% do total de todo o combustível consumido no bloco. A proposta deverá ser aprovada pelos líderes dos governos europeus num encontro na Alemanha neste mês. A meta atual de Bruxelas, estabelecida em 2003, e que prevê uma fatia de 5,75% para os biocombustíveis até 2012, está distante de ser alcançada, mas não é obrigatória. (A.E.)





