Consultor diz que campanha de trabalhista é incoerente
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 22 de agosto de 2002
Ana Paula Scinocca<BR>Agência Estado 
São Paulo - O consultor e auditor Antoninho Marmo Trevisan disse, ontem, em São Paulo, que o ingresso do economista José Alexandre Scheinkman na equipe do candidato da Frente Trabalhista a presidente, Ciro Gomes (PPS-PDT-PTB), mostra uma ''incoerência''. ''Quem se propõe ser, de alguma forma, antiliberal e traz uma personalidade como Scheinkman, reafirma uma visão mentirosa'', afirmou.
Trevisan é integrante do grupo de empresários que apóiam o candidato da Coligação Lula Presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT-PL-PC do B-PCB-PMN).
Para o consultor, fica a dúvida entre duas posições contraditórias de Ciro, que, primeiro, teria afirmado, num jantar com empresários, ''que estava se lixando para o mercado''. ''O mercado está muito maduro. Ele não é bobo. Esses truques, geralmente, têm vida curta'', afirmou, acrescentando que ''você pode, eventualmente, num primeiro momento, ser chocado positivamente''. ''Mas, à medida que você vai lendo a decisão, o próprio Scheinkman se desculpando pelas circunstâncias e a posição do Roberto Freire (presidente nacional do PPS), você nota e o mercado vai começando a ver quanto artificial essa salada de frutas soa.''
Trevisan acredita que, com episódios como esse, Lula ''vai ganhando posição'' no mundo empresarial. ''O Lula vai ganhando posição porque a maneira que ele tem estabelecido sua relação com aquele mundo, que parecia e era inóspito, é de coerência.''


