Consultor acusado de extorsão também é detido pela PF
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quinta-feira, 09 de junho de 2005
Agência Estado 
Rio de Janeiro - A Polícia Federal (PF) saiu ontem às ruas do Rio bem cedo para cumprir vários mandados de busca e apreensão e um de prisão temporária relacionados às investigações dos envolvidos no escândalo da suposta cobrança de propina nos Correios. Pouco antes das 7 horas, agentes da PF prenderam o consultor Arlindo Molina, acusado pelo presidente nacional do PTB, deputado Roberto Jefferson (RJ), de tentar extorqui-lo com a gravação em que o ex-diretor de Contratação e Administração de Material dos Correios Maurício Marinho negociaria propina com falsos empresários interessados numa licitação.
A PF também fez buscas em pelo menos três outros endereços na cidade: numa suposta empresa de Molina, no apartamento e na corretora de seguros Assurê, do empresário Henrique Brandão, amigo de Jefferson. A operação foi marcada pelo sigilo. Pelo menos 32 homens da Superintendência do Rio foram recrutados por um grupo de delegados vindos de Brasília para cumprir os mandados expedidos pelo juiz Clóvis Barbosa, da 10 Vara Federal da capital federal.
O nome de Brandão aparece em gravação divulgada pela Revista ''Veja'' na qual o ex-presidente do IRB (Instituto de Resseguros do Brasil) Lídio Duarte diz que os indicados pelo PTB para cargos em estatais teriam de contribuir com R$ 400 mil para o partido, além de atender a pedidos. Brandão teria levado os recursos para Jefferson. O empresário não estava em nenhum dos dois locais.


