Estes são os parlamentares da bancada da construção civil:
- Átila Lins (PFL-AM) - Está no segundo mandato. Foi acusado de envolvimento na compra de votos nas eleições de 1994, além de ter acumulado dois cargos públicos simultaneamente.
- Célia Mendes (PPB-AC) - É brigada com o governo de Fernando Henrique Cardoso e vota contra todas as propostas de reformas constitucionais. É sócia de uma construtora, uma repetidora de televisão e de um jornal.
- Eliseu Padilha (PMDB-RS), ministro dos Transportes - Está de licença do primeiro mandato de deputado federal, para exercer o cargo de ministro. Mesmo fora da Câmara, ainda é o contador oficial dos votos a favor das reformas defendidas pelo governo.
- Félix Mendonça (PTB-BA) - É amigo íntimo do presidente do Senado, Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), e dirige a Santa Helena Construções e Incorporações, da família Magalhães.
- José Carlos Vieira (PFL-SC) - Presidiu o Sindicato da Indústria da Construção Civil de Santa Catarina por duas vezes. Foi vice-prefeito de Joinville. Está no primeiro mandato. - Luís Barbosa (PPB-RR) - Atua nos setores de construção civil, revenda de automóveis e hotelaria. Está no primeiro mandato.
- Luís Roberto Ponte (PMDB-RS) - Um dos mais hábeis negociadores da Câmara, foi o autor da lei das licitações e tem proposta de uma reforma tributária simplificada. É defensor de uma reserva de mercado para as empresas da construção civil nacionais.
- Márcio Fortes (PSDB-RJ) - É filho do empresário João Fortes, dono da construtora do mesmo nome, vencedora da concorrência para as obras de ampliação da Câmara dos Deputados. É nome respeitado em todas as negociações.
- Mário Negromonte (PSDB-BA) - Destaca-se, principalmente, pela feroz aversão ao presidente do Senado, Antônio Carlos Magalhães. Está no primeiro mandato.
- Osmânio Pereira (PSDB-MG) - É empresário do setor de construção civil, do setor hospitalar e do setor rural. É também um dos principais líderes da Renovação Carismática, movimento conservador da Igreja Católica.
- Pauderney Avelino (PFL-AM) - É ligado ao governador do Amazonas, Amazonino Mendes (PFL). Por duas vezes disputou o cargo de líder do PPB, mas perdeu - a primeira, para o hoje ministro da Indústria e Comércio, Francisco Dornelles; a segunda, para o líder Odelmo Leão (MG).
- Ricardo Barros (PPB-PR) - Exerce o primeiro mandato de deputado federal. Assim que chegou à Câmara, iniciou um movimento chamado de ‘‘renovação parlamentar’’.
- Ronaldo Perim (PMDB-MG) - Foi vice-presidente da Câmara dos Deputados. Integra o grupo do prefeito de Contagem, Newton Cardoso, que neste momento apóia o lançamento de uma candidatura própria do PMDB para a Presidência da República.
- Sérgio Barcellos (PFL-AP) - É sócio de uma mineradora, de uma rede de televisão e de uma construtora. É filho do prefeito de Macapá, Aníbal Barcellos (PFL). Aparece muito pouco e, embora esteja no terceiro mandato, é quase desconhecido.
- Sérgio Naya (PPB-MG) - Está no terceiro mandato de deputado federal. Antes da queda do edifício da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, já era motivo de comentários. Uma vez o ex-deputado Agostinho Valente (PT) insinuou, em plenário, que Naya tinha envolvimento com o tráfico de drogas. A resposta de Naya foi rápida, fora do Parlamento: uns tapas na cara de Valente, em um restaurante.
- Simara Elery (PMDB-BA) - Atua na construção civil em Camaçari, onde seu marido foi prefeito. Associa a construção de obras à assistência social, o que lhe rende votos.
- Wigberto Tartuce (PPB-DF) - Está no primeiro mandato. Foi funcionário e executivo da falida Encol. Fundou a WVTartuce, uma das maiores construtoras de Brasília. Tem uma emissora de rádio e costuma patrocinar peladas de futebol no campo de grama esmeralda que tem no quintal de sua mansão. Os funcionários que cuidam do gramado eram pagos com o dinheiro público.
- Wilson Cignachi (PMDB-RS) - Foi presidente da Cohab do Rio Grande do Sul e também vereador em Farroupilha, onde atua na construção civil.
- Zé Gomes da Rocha (PSD-GO) - É também agropecuarista. Ficou mais conhecido por ter contratado um time de futebol com o dinheiro público do que por projetos de alguma relevância.

mockup