Curitiba - A construtora Triunfo, citada como uma das beneficiárias do esquema das empreiteiras pelo delegado Sergio Inácio Sirino, do Núcleo de Repressão a Crimes Econômicos (Nurce), é uma empresa coligada à holding Triunfo Participações e Investimentos, que foi uma das sócias da Copel no consórcio Elejor (Centrais Elétricas do Rio Jordão). O consórcio foi formado para construir e operar as usinas de Santa Clara e Fundão, no Rio Jordão. A usina de Santa Clara será inaugurada pelo governo do Estado, dentro de um mês.
Na Elejor, a Triunfo Participações mantinha uma participação acionária de 30%, a Paineira Participações e Empreendimentos, outros 30% e a Copel, 40%. No ano passado, a Copel comprou a participação da Triunfo e ficou com 70% da empresa. Na época, deputados da oposição na Assembléia Legislativa, argumentavam que a Triunfo saiu beneficiada da sociedade porque recebeu mais do que investiu no empreendimento.
Na CPI da Copel, a sociedade da estatal no consórcio Elejor foi criticada porque a Copel aparecia como uma das financiadoras da empresa, embora sua participação acionária fosse menor que o conjunto das sócias. O advogado da Triunfo Participações, João Guizzo, explicou que a holding tem participações em consórcios de obras e empresas em todo o País e é natural o envolvimento delas em vários empreendimentos de grande porte.

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