O presidente do Clube de Engenharia e Arquitetura de Londrina (Ceal), Nelson Brandão, pode ter que se apresentar à Justiça para fazer uma retratação. A ameaça foi feita pelo proprietário da construtura Sena, Max Lobato Sales, ante a afirmação de Brandão de que houve favorecimento na aprovação de leis que autorizam a construção de condomínios horizontais.
O presidente do Ceal já havia sustentado a existência de favorecimento, mas evitou citar os nomes dos envolvidos. De acordo com Sales, porém, ele teria praticado uma ''omissão criminosa'' ao não citar o artigo 5º da lei, segundo o qual a construtora deve doar como contrapartida cerca de 12,5 mil metros quadrados para áreas de praça contida no fundo de vale e rua marginal paralela a ele. Isso corresponde a pouco mais de 27% dos 43 mil metros quadrados do terreno.
''A lei federal que ele cita diz que teríamos de doar até 35% para preservação ambiental. Há cinco anos isso mudou, a Câmara daqui só se adequou'', apontou. ''Além do mais, para nós teria de valer é a lei (federal) de condomínios, que não fala em qualquer percentual'', complementou.
Ontem, Brandão desconversou sobre a questão de favorecimento. Ao contrário do que havia afirmado no começo da semana, com números, o engenheiro disse que o problema teria sido a discussão ''apressada'' do projeto que virou lei. (J.G.)

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