Curitiba - Por enquanto, a construção da usina tem apenas a Licença Ambiental Prévia, concedida pelo IAP, ainda assim com 71 condicionantes, pedindo informações e soluções de problemas ao consórcio responsável pela obra. Para que a construção seja liberada, no entanto, falta a Licença de Instalação do IAP. ''A licença prévia diz que é possível a atividade no local, desde que eles resolvam as pendências'', disse o superintendente do IAP, Vitor Hugo Burko, reconhecendo que o órgão não tinha conhecimento das minas no local. Ele admitiu que há pressão política dos governos federal e estadual pela liberação da usina e que o assunto ainda pode ser alvo de embates jurídicos.
A Licença Prévia já é contestada ne ação Civil pública proposta pelo Ministério Público Federal, e que obteve liminar na 1 Vara Federal de Londrina suspendendo a instalação da usina. ''No meu entendimento, a licença é inválida'', disse o procurador da República João Akira Omoto.
Segundo o deputado Tadeu Veneri (PT), coordenador da Frente, além de discutir as dúvidas sobre o licenciamento, a audiência pública busca uma solução para a população ribeirinha, que será atingida pela usina. ''São 378 famílias que terão suas áreas alagadas. Algumas não dispõem dos documentos de posse das áreas, e precisam ter seus direitos garantidos, assim como os índios caingangue.'' (M.G.)

mockup