Construção das alianças rendem problemas internos
PUBLICAÇÃO
sábado, 03 de julho de 2010
Catarina Scortecci<br> Equipe da FOLHA 
Curitiba - A construção das alianças em torno das candidaturas de Beto Richa (PSDB) e Osmar Dias (PDT) ao governo do Estado renderam problemas ''internos'' que ainda precisam ser enfrentados. No caso de Osmar, o pedetista deverá enfrentar a ala do PMDB que mantém afinidade com Beto. Mesmo quando a tese de candidatura própria do PMDB via Orlando Pessuti ainda vigorava, uma ala capitaneada pelos deputados estaduais Luiz Cláudio Romanelli e Alexandre Curi negociava com os tucanos. ''É natural. O Osmar precisa lidar com esses conflitos para viabilizar sua candidatura'', minimizou o cientista político Emerson Cervi, da Universidade Federal do Paraná (UFPR)
A proximidade entre peemedebistas e tucanos não é de hoje. Nas eleições de 2006, Roberto Requião (PMDB) se uniu ao PSDB de Hermas Brandão para disputar a reeleição ao governo do Estado. A aliança só foi quebrada depois da interferência do PSDB nacional. Mas, na gestão Requião, os chamados ''tucanos de bico vermelho'' garantiram presença.
No caso de Beto, a aliança com o PP, do candidato ao Senado, Ricardo Barros, frustou uma ala de tucanos que não aceita a união com uma sigla que integra a base de apoio do governo federal petista. Embora os pepistas tenham declarado neutralidade na disputa nacional, informalmente alguns caciques do PP já admitem uma tendência pró-Dilma Rousseff.


